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A dura realidade dos lojistas de shoppings

Artur Almeida

A expansão do mercado de shopping centers no país é um fato incontestável, que se traduz em números objetivos. De acordo com a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) atualmente existem 408 shoppings em funcionamento, totalizando 9,3 milhões de metros quadrados de locação de lojas. No ano de 2010, o setor obteve  um faturamento de R$ 87 bilhões, ante os R$ 74 bilhões de 2009, um aumento de 17,5% no período. São mais de 73 mil lojas instaladas  nestes centros de compras, lojas estas responsáveis pela geração de 732 mil empregos diretos.

Apesar da grandeza desses números, para a imensa maioria dos lojistas de shoppings no Brasil, no entanto, nem tudo são flores. Há grandes queixas nesta relação. O contrato, por exemplo, é atípico, de adesão e padrão em todo o país, utilizando como complementos desta adesão Normas Gerais, Regimento Interno e Estatuto da Associação, não  sendo permitida  qualquer alteração em suas cláusulas. É o único negócio no mercado que não possui qualquer regulação. Preocupa também o fato de que a única situação  em  que a Lei do inquilinato não se aplica é a relação proprietários de shoppings e lojistas.

Fruto  desta rigidez e inflexibilidade, a grande maioria dos lojistas de shopping centers, que são constituídos de empreendimentos de pequeno e médio porte, não consegue sobreviver mais do que cinco anos.

O fato é que os grandes grupos de empreendedores de shoppings, possuem força política para manter seus contratos blindados, além de contar com  a participação de investidores estrangeiros,  abertura de capital na bolsa de valores,  fundos imobiliários, fundos de pensões e  apoio do BNDES. Além disso, as receitas expressivas obtidas pelos estacionamentos já são, em vários shoppings no Brasil, a principal receita, não sendo repassado qualquer valor para o condomínio dos shoppings, ficando os custos operacionais para os lojistas.

Segundo pesquisa recente, realizada pelo Conselho Nacional de Entidades do Comércio de Shopping Center(CONECS), entrevistando 600 lojistas de shoppings no Brasil, dentre as dificuldades impostas pelos contratos de locações, estão: cobrança de aluguel em dobro no mês de dezembro de cada ano; reajuste anual acima do índice de inflação oficial (INPC/IBGE), cobrança de aluguéis progressivos e complementares; cobrança de taxa de transferência de locação ou rescisão antecipada, cujo valor pode variar entre 10 a 20 alugueres mensais, entre outros.

Tramitam no Congresso Nacional  projetos de lei que propõem um equilíbrio nesta relação. É preciso uma mobilização permanente, um grande debate e um diálogo franco e aberto para que os lojistas consigam conquistar não apenas um espaço físico, mas um espaço de respeito e justiça que são merecedores. A CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), o CONECs, as Federações de CDLs e as Câmaras de Dirigentes Lojistas pedem aos parlamentares que sejam sensíveis ao solicitado para que a relação proprietários de shoppings e lojistas seja harmonizada, possibilitando, assim, um crescimento saudável para ambas as partes deste importante segmento de mercado.

* Roque Pellizzaro Junior
   Revista Dirigente Lojista

31 de ago. de 2011

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Assinatura de convênios do 'Pacto' gera nova polêmica entre Prefeitura e Governo do Estado

Artur Almeida


O governador Ricardo Coutinho esteve em Campina Grande nesta terça-feira para assinar convênios do Pacto pelo Desenvolvimento Social com os 43 municípios que compõem a 3ª Região Administrativa do Estado, sediada na cidade, e da 4ª região, que tem sede em Cuité. Segundo a Secretaria de Comunicação, o único prefeito entre as 43 cidades a não comparecer à solenidade foi Veneziano Vital do Rêgo, o que foi considerado uma ausência constrangedora pelo secretário de Estado da Articulação Municipal, Manoel Ludgério. “Lamento a ausência do prefeito Veneziano, que deveria ser o anfitrião. Atitude constrangedora”, disse Ludgério.

Em dia de pacto, o que ficou evidenciado mais uma vez foi a dissensão que domina a política paraibana. A ausência de Veneziano repetiu a cena de eventos anteriores, em que o chefe do executivo municipal também apresentou vagas justificativas para não se fazer presente sob o mesmo teto com o governador. Por outro lado, o valor repassado através do Pacto pelo Desenvolvimento Social para Campina, R$ 165 mil, ficou bem atrás do total destinado a cidades menores, como Esperança (R$ 490 mil), Boqueirão (R$ 472 mil), Pocinhos (R$ 745 mil) e Alagoa Grande, R$ 1,6 milhão.

O governador garante que os critérios adotados para seleção dos projetos foram totalmente técnicos. No fim da tarde, a assessoria da prefeitura divulgou nota classificando como “piada” o comentário de Ricardo sobre o valor destinado a Campina e a rejeição do projeto de educação apresentado pela prefeitura.

Na fala que irritou o secretário de Educação da cidade, Flávio Romero, Ricardo Coutinho salientou a qualidade dos projetos apresentados como critério para destinação dos recursos. “Um município como Campina Grande, que é uma fortaleza econômica muito maior que outros municípios, talvez não fosse muito adequado nesse primeiro edital colocar recursos para pintura de escolas. Tenho certeza que a prefeitura tem condição de pintar suas escolas, fazer rampas e pequenos serviços”, comentou o governador.

A cerimônia para assinatura dos convênios do Pacto pelo Desenvolvimento Social começou na manhã desta terça-feira e terminou no início da tarde. Mas, a polêmica gerada após o evento deve render pelos próximos dias. Até que uma nova polêmica tome seu lugar.

Comentário de José Artur

Essa atitude do nosso prefeito, de não comparecer ao evento que sacramenta o pacto da região em que Campina está inserida, mostra sem dúvida sua falta de visão, bem como deixa mais que evidente sua conduta cada vez mais voltada à prática da politicagem, que só nos traz resultados negativos. Fico imaginando se, ao invés de Dilma Rousseff, tivesse José Serra sido o eleito: será que também o nosso prefeito iria continuar com esse comportamento menor? Se a resposta for sim, sinceramente, mais que nunca tenho a certeza de que ele se encontra no lugar errado.

Imagem: Cláudio Goes / Secom

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Um blog. Por que um blog?

Artur Almeida

A internet é uma maravilhosa ferramenta para informação, entretenimento e comunicação. Até recentemente, demorávamos semanas para manter contato com um amigo ou parente distante, tempo necessário para o envio de uma carta e recebimento da sua resposta. A saída mais ágil, porém cara, era o telefone.

Hoje, com a Web, trocamos e-mails, falamos – com áudio e vídeo – com pessoas que estão do outro lado do país e do mundo, reencontramos nas mídias sociais aqueles amigos que há décadas não encontramos pessoalmente, discutimos idéias e debatemos opiniões.

A internet tornou-se, ainda, um importante meio de mobilização.

Por tudo isso, essa ferramenta passou a fazer parte do cotidiano de todos nós. E, já que nos propomos a discutir Campina Grande – seu passado, presente e, sobretudo, o futuro – encontramos no blog um meio de expressar nossas opiniões e interagir com quem queira participar dessas discussões. Todavia, além dos temas referentes à nossa cidade, também daremos enfoque a outros fatos e assuntos nacionais ou mesmo internacionais - sempre relevantes.

Por isso, eis, no ar, o blog do José Artur. Um espaço de opinião, livre, leve e informal. Seja bem-vindo a essa nossa nova “casa” virtual!

Forte abraço

José Artur Almeida

27 de ago. de 2011

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Artigo: 'O povo fez mais'

Artur Almeida

A deflagração exageradamente antecipada da pré-campanha de 2012 faz com que políticos e seus assessores proponham uma discussão equivocada e extemporânea sobre a paternidade de obras em Campina Grande. No mês passado, chegou-se até a agendar um debate entre o vice-governador Rômulo Gouveia e o prefeito Veneziano Vital do Rêgo, que acabou não acontecendo. Desde então, os dois grupos que polarizam a disputa política e se alternam no poder na cidade têm, frequentemente, medido forças através da mídia, discutindo para saber quem fez mais pela Rainha da Borborema.

Cada lado elenca algumas obras que, no total, podem ser relacionadas nos dedos das mãos, e, ao mesmo tempo, desqualifica o que foi feito pelo bloco antagonista. Com isso, ambos acabam sendo parceiros em um esforço conjunto: manter a estrita polarização das possibilidades, limitando as perspectivas da cidade a duas únicas opções: ou se está com Cássio e os seus, contra Veneziano, ou se está com Veneziano e os seus, contra Cássio.
   
No meio dessa arenga, repete-se o reme-reme: quem fez mais, Cássio ou Veneziano? A verdade, porém, é que quem mais fez por Campina foi o campinense. Nenhuma obra realizada por qualquer gestor, atual ou passado, nasceu por obra e graça da sua palavra criadora, qual milagre. Do Meninão à Vila Plínio Lemos, do Canal de Bodocongó à Feira da Prata, nada se fez, nada se construiu em cima desta Serra que não tenha sido custeado e erguido com o sacrifício do bolso do povo campinense, mesmo do mais pobre cidadão, habitante do bairro mais humilde e que, no entanto, é invariavelmente esfolado pela terrível carga tributária brasileira.

Já é hora de se elevar o nível do debate político na Paraíba. Já passa da hora de despersonalizar a gestão pública e suas ações. Basta de se tratar cada mísero gesto de um governo como um favor impagável que o povo deverá eternamente ao governante da vez. Tudo vem do povo, é feito pelo povo, à custa do povo. Nada mais justo, logo, que o crédito vá para o povo.

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Opinião do jornalista Lenildo Ferreira
Diário da Borborema, 06/08/2011

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Pauta da Câmara prevê julgamento de Jaqueline Roriz, votações de MP's e projetos

Artur Almeida

A votação do processo de perda de mandato da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) é o destaque do Plenário para a última semana de agosto. Segundo o Regimento Interno, é necessário o voto de 257 deputados para ocorrer a cassação (maioria absoluta). A votação, prevista para terça-feira (30), será secreta.

Em junho deste ano, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovou, por 11 votos a 3, o parecer do relator Carlos Sampaio (PSDB-SP) a favor do pedido de cassação apresentado pelo Psol.

Sampaio considerou que houve quebra do decoro parlamentar quando Jaqueline Roriz ainda era deputada distrital, em 2006. Na ocasião, ela foi filmada recebendo uma quantia em dinheiro de Durval Barbosa, operador e delator de um esquema de corrupção que levou à prisão preventiva do então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

Creches novas

Em seguida, na própria terça-feira, os deputados podem terminar a votação da Medida Provisória 533/11, que autoriza a União a repassar recursos aos municípios e ao Distrito Federal para a manutenção de novos estabelecimentos públicos de educação infantil, cujas matrículas ainda não tenham sido computadas no Censo Escolar.

O projeto de lei de conversão do deputado Ângelo Agnolin (PDT-TO) foi aprovado no dia 24, mas um acordo de lideranças deixou a análise dos destaques para o dia 30. Esta e outras cinco MPs trancam os trabalhos das sessões ordinárias.

Pronatec

O Plenário poderá analisar ainda o Projeto de Lei 1209/11, do Executivo, que cria o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) com o objetivo de aumentar a oferta de cursos profissionalizantes e de qualificação.

A proposta já foi aprovada em todas as comissões, com a mesma redação. O substitutivo inclui como beneficiários das bolsas do programa os agricultores familiares, pescadores, povos indígenas, comunidades quilombolas e adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas.

Supersimples

Na pauta da semana também consta o Projeto de Lei Complementar 591/10, do ex-deputado Vignatti (SC), ao qual está apensado o PLP 87/11, do Executivo. Eles alteram a lei que criou o regime diferenciado de tributação para micro e pequenas empresas, o Simples Nacional.

Uma das principais mudanças é o aumento dos limites das faixas de enquadramento segundo a receita bruta anual. O limite mínimo para a microempresa passa de R$ 240 mil para R$ 360 mil ao ano. Já o limite máximo para a pequena empresa é reajustado de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões.

Fonte: Agência Câmara

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