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História recente comprova: Campina não tem dono e eleitor quer terceira via

Artur Almeida

A influência do ex-governador Cássio Cunha Lima e do atual prefeito Veneziano Vital do Rêgo em Campina Grande não pode ser negada. Daí, porém, a se apregoar um controle total e a falsa certeza de polarização da disputa em 2012 entre os grupos chefiados pelos dois, há uma distância muito grande. Curiosamente, essa tese é defendida e alardeada por aliados e assessores tanto de um quanto de outro bloco. Por que será?

O motivo é que a manutenção dessa dualidade ultrapassada assegura a restrição do revezamento no poder apenas aos dois grupos, muito semelhantes em suas práticas e separados somente pela rivalidade em torno do controle político da cidade. Logo, não interessa a nenhum deles o surgimento de outras lideranças, muito menos o advento de uma cultura de diversas candidaturas fortes.

O poder de centralização desses blocos, infelizmente, ainda é elevado. No entanto, é possível – como, inclusive, já apontamos em outra ocasião – perceber que a consciência política do campinense está cada vez mais desenvolvida. Há esperança! E essa fé se baseia até mesmo em resultados envolvendo os blocos políticos dominantes.

Um exemplo disso é o próprio resultado de 2004. Naquele pleito, o Veneziano Vital do Rêgo que venceu Rômulo Gouveia, candidato de Cássio e favorito absoluto, era um jovem vereador, relativamente sem padrinhos de grande peso, sem o apoio de uma máquina pública. O próprio peemedebista já relatou que muitas vezes durante aquela campanha foi tratado com desdém no meio político e pela mídia. No fim, todos sabem o resultado.

E esse resultado aconteceu porque a maioria viu naquele jovem vereador uma novidade, a quebra na dualidade que havia dominado até então, com a disputa focada no grupo Cunha Lima contra o ex-prefeito Enivaldo Ribeiro. Infelizmente para Campina, uma vez no poder aquela aparente novidade acabou mantendo as velhas práticas políticas.

Seja como for, o povo queria e quer o fim da polarização, todavia, para que encerremos esse rodízio retrógrado é preciso que, ao contrário do que aconteceu em praticamente todas as eleições municipais, surjam terceiras vias, nomes que realmente não sejam apadrinhados por nenhum cacique. O eleitor campinense está cada dia mais amadurecido, mais politizado. E mais cansado dessa política pequena de grupinhos que se alternam no poder.

O ano de 2012 pode escrever um novo e ainda mais substancial capítulo a essa história.

28 de set. de 2011

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PB terá menos recursos do orçamento: Deputados reconhecem prejuízo da politicagem para o estado

Artur Almeida

A Paraíba receberá menos recursos do Orçamento Geral da União (OGU), previsto para 2012. A informação foi dada ontem, na Assembleia Legislativa da Paraíba por membros da Comissão Mista do Congresso. Eles disseram que a Paraíba terá R$ 1 bilhão e 359 milhões em obras no ano que vem. Isso representa uma redução de 19,2% em relação ao ano passado.

No ano passado, o previsto no Orçamento era de R$ 1 bilhão e 682 milhões, mas houve um incremento de 34,34%, o que permitiu, na prática, o repasse de R$ 2 bilhões e 259 milhões para a Paraíba. A má notícia não agradou aos deputados estaduais, que lamentaram a desunião da classe política paraibana. “É vergonhoso que a Paraíba tenha perdido tanto por conta de suas brigas políticas, que começaram na década de 1990”, disse o deputado Trócolli Junior (PMDB).

O deputado Anísio Maia (PT) criticou o vacilo da bancada federal da Paraíba. Segundo ele, mais uma vez, a Paraíba ficou em último lugar em termos de Orçamento-geral da União. Ele exemplificou informando que somente no PAC, o Estado terá direito a R$ 100 mil para o perímetro irrigado de Sousa. “Esse é um valor irrisório para Sousa. A bancada federal esqueceu isso nessa discussão. A bancada tem que voltar a discutir conosco. Sozinha, ela falhou”, disparou.

Fonte: Jornal da Paraíba

Comentário José Artur

Há muito batemos na mesma tecla: a política da Paraíba, marcantemente praticada num modelo de politicagem sem limites, só tem trazido prejuízos ao nosso já tão pobre estado. Agora, alguns dos próprios deputados estaduais reconhecem o dano referente ao orçamento como resultado das brigas políticas dos nossos congressistas.

Essa fala, no entanto, não ganha eco, porque boa parte dos nossos representantes na Câmara Federal e no Senado porta-se de forma subserviente ao Governo Federal, satisfazendo-se com o atendimento aos seus interesses pessoais e políticos, visando tirar proveito para as eleições de 2012 e 2014. E os demais, também mais preocupados com a guerra partidária, também não correspondem aos interesses dos paraibanos.

Está aí mais uma (apenas mais uma) prova: já passou da hora, para o bem da Paraíba, para o bem de Campina Grande, de acabarmos com essa politicagem nefasta e desastrada.

27 de set. de 2011

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Falta de investimentos e guerra política: atraso ao progresso de Campina Grande

Artur Almeida

Na postagem da sexta-feira passada, apresentamos números que mostram que, nos últimos quarenta anos, Campina Grande vem crescendo menos, em termos populacionais, que outras cidades nordestinas, reflexo da redução na marcha de crescimento econômico da Rainha da Borborema. Ficou no ar a pergunta: por que isso está acontecendo?

Como dissemos, se uma cidade não está tendo um crescimento populacional adequado para os padrões de desenvolvimento de uma região como um todo, há algum problema interno grave que precisa ser visto. Pois bem. Acontece que os investimentos que Campina Grande tem recebido são, basicamente, oriundos da iniciativa privada. Quais são as obras estruturantes de verdade que foram feitas na cidade nos últimos dez anos?

A última obra de porte foi o Canal de Bodocongó, e que, mesmo assim, não é uma obra acabada, e está paralisada há quase dez anos. O canal chegou até o giradouro da Avenida Floriano Peixoto e parou.

Ora, um município não pode se dar ao luxo de passar dez anos sem obras vultosas, parado no tempo e no espaço, apenas discutindo recapeamento, tapa-buracos e outras ações de pequeno e médio porte, que são intervenções importantes, claro, mas pequenas demais para uma cidade do porte de Campina Grande.

Ao invés de termos, em nossas pautas, obras estruturantes, ações que gerem mudanças amplas e efetivas, somos chamados a comemorar, com festança, a reforma de um posto de saúde, o recapeamento de uma rua. Isso é muito pequeno para uma cidade grande.

Além disso, há, ainda, a briga política incessante que transforma nossa terra em um palco de campanhas eleitorais sem fim. Diante desse ambiente, não se governa planejando o futuro, porque os gestores passam a só se preocupar com o presente, com os dividendos políticos que possam colher com o poder. Não há projetos de longo prazo, não existe continuidade administrativa.

Campina continua grande, mas pela força do seu povo. E esse povo precisa começar a rejeitar a política pequena que há muito nos rege, do contrário, assistiremos a cidades que outrora não podiam sequer ser comparadas à Rainha da Borborema nos ultrapassando. Em palavras diretas, vamos ficar para trás.

26 de set. de 2011

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Índices populacionais evidenciam: Campina cresce menos que cidades do mesmo porte no NE

Artur Almeida

Clique sobre o gráfico para ampliá-lo
O principal fator para o aumento da população de um país está na diferença entre o número de nascimentos e de óbitos, o chamado crescimento vegetativo. Normalmente, a capacidade de procriação humana é superior ao índice de mortes e, assim, os países crescem. Na atualidade, para a maioria das nações, os processos de imigração e emigração em relação a outros países muito pouco influem nos registros demográficos.

No caso dos índices populacionais das cidades e dos estados, essa matemática é diferente. Há um trânsito incessante de gente de estado para estado, de cidade para cidade, procurando, primariamente, o melhor lugar para, nele se estabelecendo, poder trabalhar, empreender, garantir o sustento da família, melhorar de vida. Não é por acaso que os maiores centros financeiros do país são os que registram maior densidade populacional. O raciocínio é bem lógico.

Logo, o crescimento da população de uma cidade é um indicador claro e relevante do seu nível de desenvolvimento econômica. Claro que o inchaço urbano exagerado provoca múltiplos problemas, mas, nosso foco é na evolução demográfica como evidência do crescimento econômico das urbes. Feito o preâmbulo, vamos conferir alguns dados referentes a sete cidades de porte médio do interior nordestino: Arapiraca (AL), Vitória da Conquista (BA), Petrolina (PE), Juazeiro do Norte (CE), Juazeiro (BA), Caruaru (PE) e Feira de Santana (BA).

De 1970 para cá, todas estas cidades tiveram crescimento populacional e econômico, além do melhoramento dos índices sociais, percentualmente superiores aos índices de Campina Grande.

Feira de Santana, em 1970, tinha 8 mil habitantes a menos que Campina; hoje, tem 170 mil a mais. No mesmo período de quarenta anos, a população do Juazeiro do Norte aumentou em 160%, a de Caruaru em 121%, a de Vitória da Conquista em 144%, a de Arapiraca em 127%, a do Juazeiro em 221% e a de Petrolina, em vigoroso processo de crescimento, em 380%. E Campina Grande? Apenas 97%.

Encurtando o período para os últimos dez anos, a diferença também fica evidente. Entre 2000 e 2010, o aumento populacional foi de 16% em Feira de Santana, 18% no Juazeiro do Norte, 17% em Vitória da Conquista, 15% em Arapiraca, 13% em Juazeiro da Bahia e 35% em Petrolina. E Campina Grande? Apenas 8%. Em números absolutos, em uma década, Caruaru aumentou sua população em 65 mil habitantes, enquanto Campina, no mesmo período, cresceu 20 mil.

Qual a explicação para estes números? Se uma cidade não está tendo um crescimento populacional adequado para os padrões de desenvolvimento de uma região como um todo, há algum problema interno grave que precisa ser visto. E é isso que vamos analisar na próxima postagem, na segunda-feira. Por ora, ficam esses números, para nossa reflexão no fim de semana.

23 de set. de 2011

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Calçados, serviços, vestuário e móveis e eletrodomésticos registram queda em agosto. Quais as razões?

Artur Almeida

O Indicador de Atividade Econômica de Campina Grande é um instrumento estatístico de medição do faturamento do varejo da cidade, realizado pela CDL mensalmente desde Fevereiro de 2009. O resultado da pesquisa realizada no mês de Agosto foi divulgado nesta quinta-feira (dia 22), às 10h, pelo presidente da CDL Campina Grande, Tito Motta.

O dado que chama a atenção no IDEC de Agosto é a queda significativa no faturamento dos setores que mais realizam liquidações e promoções durante o Liquida Campina, que foi realizado no mês de Julho.O setor que apresentou maior queda na comparação das vendas no mês de Agosto em relação a Julho foi Calçados, seguido de Serviços, Vestuário e Móveis e Eletrodomésticos.

Já na comparação de Agosto deste ano com igual período do ano passado, só o setor de Móveis e Eletrodomésticos apresentou queda. O setor de Construção Civil foi o que mais cresceu, com aumento de 39,7%. A pesquisa completa foi entregue aos jornalistas agora pela manhã. O presidente da CDL, que também é economista,fez uma análise de conjuntura do IDEC. A pesquisa completa pode ser acessada clicando aqui.

(Fonte CDL)

Comentário de José Artur

Não acredito que o "Liquida, Campina" tenha sido o resposável pela queda nas vendas de agosto, até pq a liquidação foi no inicio de julho, essa distancia por si só afasta a contaminação da liquidação. Agora o que tem ocorrido é um endividamento no médio e longo prazo, somado ao aumento dos preços dos produtos, e por fim a própria desaleração da atividade econômica.

22 de set. de 2011

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Não basta ter um bom projeto, é preciso ter capacidade para realizá-lo

Artur Almeida

O cenário que se apresenta para as eleições municipais de 2012 aponta que teremos o fim da extrema polarização entre dois grupos tradicionais, com a apresentação de bons candidatos e boas propostas. Isso é positivo. Teremos a grande chance de tirar a cidade desse dualismo oligárquico que, no meu modo de ver, trouxe muito mais prejuízos que ganhos. Cada governante teve a sua importância, fez suas obras, mas, a verdade é que a perpetuação no poder acaba levando a uma deturpação, na qual um projeto de governo transforma-se em projeto de poder.

No ano que vem, deveremos ter vários nomes concorrendo à prefeitura municipal. No entanto, é importante que o eleitor tenha a consciência de procurar saber se aquele melhor projeto está sendo apresentado por alguém que, efetivamente, tem a capacidade de executá-lo.

Isso porque, muitas vezes, alguém até pode apresentar um bom projeto, mas o histórico daquela pessoa desabona o autor no tocante às condições de executá-lo. Resumindo, é importante analisar se o projeto é bom, mas também se seu autor tem condições de realizá-lo, inclusive se o passado daquela pessoa dá condições de se acreditar no compromisso.

Até porque você pode conseguir bons projetos nas universidades e já tem até portal na internet vendendo cartas-programa para vereadores e prefeitos! E, o mais comum, muitos candidatos têm equipes que formam esses programas apenas para que sejam usados durante a campanha. Vencida a eleição, os livrinhos com as propostas mofam em prateleiras ou no fundo das gavetas.

O eleitor, inclusive, já deve ter reparado que, em período eleitoral, tudo parece fácil de ser resolvido. Pelo que o marketing dos candidatos mostra, curar todos os males da saúde, da educação, da falta de infraestrutura e da economia soa como algo que pode ser feito com uma varinha de condão. Passa a eleição e o discurso muda, tudo parece difícil, praticamente impossível de se melhorar.

É por isso que temos que ficar de olho nas propostas mágicas, de figuras cujos seus grupos políticos são useiros e vezeiros na prática de prometer, de propor, de apresentar projetos. Para prometer, basta ter boca. Para realizar, é preciso ter vontade e capacidade.

21 de set. de 2011

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Marina Silva em 2010: exemplo da politização dos campinenses

Artur Almeida

Acredito na capacidade de discernimento e na politização do povo campinense. Nossa gente tem uma consciência muito correta de como deve agir. A eleição do ano passado foi mais uma demonstração dessa realidade. Campina Grande foi uma cidade em que, no primeiro turno, José Serra ganhou. O tucano teve 91.227 votos, contra 57.841 da petista Dilma Rousseff.

Muita gente pode dizer que Serra ganhou porque era apoiado pelo ex-governador Cássio Cunha Lima, porém, mesmo que a gente viesse a dar por verdadeiro esse entendimento, convém questionar: quem apoiou Marina Silva, então no PV? Sim, porque o segundo lugar na Rainha da Borborema não foi de Dilma, foi de Marina, que somou 61.044 sufrágios.

A verdade é que ninguém, entre os caciques da política local, apoiou Marina Silva, e ela simplesmente venceu a candidata do presidente Lula, que, além do mais, disputava o apoio de quase todos os caciques locais.

Isso evidencia como esta cidade tem um perfil diferenciado, como ela vem, a cada eleição, sobretudo mais recentemente, evoluindo em termos de consciência e de politização. E a possibilidade de termos várias candidaturas em 2012 só tende a fortalecer ainda mais esse processo. Se Campina Grande fosse às urnas amarrada às indicações dos mandachuvas partidários, no pleito presidencial a candidata do PV teria tido uma votação pífia.

Até porque, além de não contar com o apoio de nenhuma liderança de peso, Marina teve uma campanha de pouca estrutura, com um pequeno espaço de tempo no guia eleitoral. A aposta da candidata era em abocanhar o eleitor mais politizado, além daquele segmento que está cansado da mesmice, da perpetuação do poder nas mãos de determinados blocos, aquele eleitor que entende a importância da renovação, da mudança.

E Campina Grande efetivamente correspondeu. Se dependesse dos campinenses, Marina teria ido para o segundo turno. E isso pode se repetir em 2012.

20 de set. de 2011

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Ceará: exemplo para a Paraíba

Artur Almeida

O Ceará é um estado que se desenvolveu muito nos últimos anos. E esse desenvolvimento aconteceu a partir de sucessivas gestões que deram ao estado um perfil de crescimento sustentável, organizado. A política foi deixada um pouco de lado, e o foco centrado na gestão, erguendo bandeiras de luta e buscando projetos que permitissem mudar, virar a página no quesito econômico. E, com isso, num período de vinte anos, o Ceará conseguiu dar um salto de desenvolvimento econômico como não se registrou em nenhuma outra unidade da federação. Claro que eles ainda têm muitos desafios a serem superados. Isso é lógico.

Mas, se você pegar o que era o Ceará e o que é hoje, será como comparar água e vinho. Para que se tenha uma ideia, em 2006, ou seja, há apenas cinco anos, o PIB daquele estado era de R$ 43,3 bilhões, e a renda per capta era de R$ 5,6 mil. Este ano, o PIB cearense será de R$ 80 bilhões e a renda per capta passou para R$ 9,4 mil. Isso mostra a dimensão do avanço que o estado vem tendo, o quanto está no caminho certo em relação a sua economia. E o que foi preciso para que eles chegassem a esse nível de desenvolvimento? Aconteceu uma profunda mudança na concepção da população de enxergar a gestão a partir do aspecto administrativo, e não do prisma político.

Claro que a política lá também é problemática, mas houve avanços marcantes, um progresso no nível de esclarecimento. Houve governos que se sucederam e, aliado ou adversário, quem assumiu deu sequência administrativa nas ações. Existem as fortes rivalidades partidárias, mas, na hora de defender o interesse do Ceará, há uma união. Por tudo isso, a Paraíba pode enxergar naquele estado um exemplo a ser seguido.

19 de set. de 2011

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PTB de Campina Grande promove reunião com pré-candidatos a vereador

Artur Almeida

A direção do Partido Trabalhista Brasileiro em Campina Grande realizará, na noite desta segunda-feira, uma reunião com seus pré-candidatos a vereador. O encontro, comandado pelo presidente da legenda na cidade, José Artur Almeida, acontecerá na Associação Comercial e Empresarial, e será aberto à imprensa.

Além dos futuros candidatos já filiados ao partido, campinenses de destaque e de relevantes serviços prestados à Rainha da Borborema e que já foram convidados para integrarem os quadros trabalhistas também devem comparecer ao encontro. Durante a reunião, José Artur, que é pré-candidato a prefeito, apresentará as linhas gerais da atuação do PTB com vistas as eleições do ano que vem, destacando a postura do partido, que, segundo ele, será de total independência em relação aos grupos que dominam a política municipal.

O PTB campinense deve lançar no mínimo quinze candidatos a vereador. Um dos pré-candidatos é o empresário Fabrício Targino, único representante do partido nas eleições de 2008 em Campina Grande e que somou mais de 1700 votos. Fabrício continua no PTB e mais uma vez postulará uma vaga na Câmara Municipal. Ainda figuram na lista de pré-candidatos Adriano Bezerra, Marcel Veículos, Rogério Soro, Ricardo Maia, Saulo Florindo, Ângela Porto e outros.

Também pode ser candidato o jurista e professor Félix Araújo Neto, que, como o próprio nome revela, é neto do patrono da Câmara Municipal, Félix Araújo. José Artur Almeida convidou o empresário Érico Feitosa, que foi candidato a prefeito em 2008, a ingressar no partido. Na semana passada, reafirmou o convite ao diretor do Sine estadual, Raymundo Asfora Neto, que, como também é revelado pelo nome, é neto do tribuno, ex-deputado, ex-vice-prefeito e ex-vice-governador eleito Raymundo Asfora, que pertenceu aos quadros do PTB, uma honra para a sigla. A reunião do PTB municipal terá início às 18 horas.

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Lixo é um desafio, mas também é fonte de emprego e renda

Artur Almeida

A lei aprovada no Senado no ano passado estabelecendo a Política Nacional de Resíduos Sólidos é um marco histórico na área ambiental,e pode mudar em curto tempo a maneira como poder público, empresas e consumidores lidam com a questão do lixo. Entre as novidades, a nova lei obriga a logística reversa – o retorno de embalagens e outros materiais à produção industrial após consumo e descarte pela população.

As regras seguem o princípio de responsabilidade compartilhada entre os diferentes elos dessa cadeia, desde as fábricas até o destino final. Os municípios, por exemplo, ganham obrigações no sentido de banir lixões e implantar sistemas para a coleta de materiais recicláveis nas residências. Hoje, apenas 7% das prefeituras prestam o serviço.

“A lei consagra no Brasil o viés social da reciclagem, ao reforçar o papel das cooperativas de catadores como agentes da gestão do lixo, com acesso a apoio financeiro, podendo também fazer a coleta seletiva nos domicílios”, destaca Victor Bicca, presidente do Cempre - Compromisso Empresarial para Reciclagem.

Existem no país cerca de 1 milhão de catadores, em sua maioria autônomos, que trabalham em condições precárias e sob exploração de atravessadores. Empresas que já adotam práticas em favor da reciclagem, dentro do conceito de sustentabilidade, terão maior campo para expansão. “A partir de regras claras”, diz Bicca,

“A reciclagem finalmente avançará no país, sem os entraves que a inibiam, apesar dos avanços na última década por conta do dilema ambiental”. E ele acrescenta: “Sem um marco regulatório nacional, a gestão do lixo estava ao sabor de leis estaduais que variam de região para região e, em alguns casos, impõem taxação e metas para a recuperação de embalagens após o consumo”.

O empresário lembra que, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o país perde R$ 8 bilhões por ano ao enterrar o lixo reciclável, sem contar os prejuízos ambientais.

Com informações do Planeta Sustentável

Comentário de José Artur

O lixo é um dos maiores problemas das cidades, e a tendência é que esse desafio aumente exponencialmente nas próximas décadas. Até hoje, a prática comum é jogar esse assunto para debaixo do tapete, como acontece em Campina Grande. Porém, quanto mais demorarmos a encarar esse problema de frente, maior – literalmente – ele ficará.

Precisamos buscar experiências de outras cidades que tiveram sucesso no trato dos resíduos sólidos, para aplicarmos na nossa região. O consórcio entre municípios é uma iniciativa importante, afinal de contas, ações conjuntas sempre têm maior potencial. Mas, a solução não pode se restringir ao descarte nos aterros sanitários.

Além de um desafio, um problema, o lixo também pode ser encarado como uma oportunidade. O trabalho de reciclagem gera emprego e renda para o sustento de milhões de famílias. Uma ação que o governo municipal pode e deve adotar nesse sentido é oferecer suporte aos catadores, estimulando e ajudando na formação de cooperativas, para eliminação da figura do atravessador e oferta de melhores condições de trabalho, bem como criando normas e campanhas que incentivem a separação do lixo reciclável.

16 de set. de 2011

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Ambulantes: garantir seu direito de trabalhar, mas sem prejuízo à cidade

Artur Almeida

Durante o programa “Temas em Debate”, na Rádio Cidade AM, fui questionado se Campina Grande teria hoje espaços que possam ser usados para novas arcas. Minha resposta: Se não há esses espaços, precisam ser criados. Afinal de contas, é preciso que se dê uma solução para o caso dos ambulantes, e a melhor solução é colocar esses trabalhadores em um determinado ponto, onde possam desenvolver suas atividades, garantir a renda para sustento das suas famílias, sem comprometer o ordenamento no Centro com pessoas comercializando sem qualquer organização, nas ruas, ocupando o passeio público.

É preciso que todos entendam que esse desordenamento é prejudicial para toda a cidade. Perde todo mundo. Afeta o comércio, reduzindo as vendas, o que, por sua vez, faz com que caia a arrecadação, e, quando cai a arrecadação, o estado fica sem recursos para investir nas políticas públicas. Ou seja, cria-se um círculo vicioso, em que ninguém ganha e todo mundo sai perdendo.

Cada vez mais é fundamental estimularmos e praticarmos o pensamento de forma coletiva, sem receio de confrontar o interesse específico de um segmento. A prioridade deve ser atender ao interesse geral, o interesse da cidade.

Quando fui presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande, defendi o projeto do chamado “Shopping a céu aberto”. Depois, infelizmente, a ideia acabou perdendo força e se deixou de falar do assunto. Naquela época, os empresários do Centro estavam numa situação bem melhor à que se vê hoje, e faltou a visão para enxergar um pouco além.

Àquela época, alertávamos: “Vocês estão achando que não há necessidade de se discutir essa questão pelo bom momento presente. Mas, se não for feito nada, vai haver uma deterioração e conseqüente prejuízo no futuro”. Infelizmente, foi o que aconteceu.

É necessário planejamento, trabalho, cooperação e ordenamento, do contrário acabaremos transformando a cidade toda numa espécie de feira livre. É preciso dar a garantia do pai de família de trabalhar, mas, dentro de uma organização que não prejudique a coletividade. E isso é possível.

14 de set. de 2011

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Após palestra de Washington Olivetto, CNDL faz lançamento da 53ª Convenção Nacional

Artur Almeida

O renomado publicitário Washington Olivetto, com uma grande palestra, abriu o segundo dia da 52ª Convenção Nacional do Comércio Lojista. O tema: “o que inspira na palestra". O publicitário trouxe diversas campanhas comerciais que fizeram o diferencial. “Tudo tem que ser brilhante o tempo inteiro”, lembrou.

Quanto à produção de propaganda, o publicitário lembrou que as idéias mais simples são as que mais fazem sucesso. “Uma das características principais para uma boa campanha é apenas uma ideia, mas não qualquer idéia, e sim uma simples idéia”, afirmou.

53ª Convenção Nacional é lançada

Logo após o fim da primeira palestra, foi lançada a 53ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, que acontecerá em 2012 no Rio Grande do Norte. Para convidar a todos, subiram ao palco o presidente da FCDL/RN, Marcelo Rosado, acompanhado do presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior. As inscrições para a Convenção de 2012 já estão abertas.

Inspirar por valores e surpreender pelos resultados

"Inspirar por valores e surpreender pelos resultados: o que um lider cinco estrelas deve saber". Com esse tema, o profissional César Souza deu início à segunda palestra do dia. Em sua apresentação, começou mostrando os desafios encontrados no caminho. Entre eles a perda de fatia do mercado e a baixa eficiência profissional.

Em seguida, apresentou cinco aprendizados que obteve ao longo dos 35 anos de experiência profissional. O primeiro deles é que nem sempre as empresas que produzem os mesmos produtos são os maiores concorrentes.

Fonte: CNDL

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Capital cearense sedia 52ª Convenção Nacional das Federações das CDL's

Artur Almeida

Uma noite de festa reuniu mais de 5 mil pessoas em Fortaleza na noite do último domingo, 11 de setembro. A abertura da 52ª Convenção Nacional começou com o tradicional desfile das bandeiras, quando os presidentes das FCDLs entraram no auditório ao lado das bandeiras de seus estados. O presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, entrou no salão ao lado da bandeira da CNDL, seguido pelo presidente da FCDL/CE, Francisco Honório Pinheiro Alves, e do presidente em exercício da CDL Fortaleza, Pio Rodrigues.

O primeiro a discursar foi o presidente da FCDL/CE, Francisco Honório Pinheiro Alves, que deu as boas vindas a todos os convencionais que participam da 52ª Convenção Nacional. Em seguida, o senadors José Pimentel lembrou que nesta segunda-feira, 12, vai se encontrar com a presidente Dilma. "Vou levar as causas do comérciários ao Congresso Nacional para fortalecer ainda mais a classe no país".

Durante o discurso, o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Junior, lembrou de algumas lutas do Movimento Lojista. "Durante esta Convenção vamos recolher assinaturas. A primeira lista para entregar à presidente da República Dilma Rousseff, pedindo a não volta da CPMF. A segunda, para entregarmos ao senador, José Pimentel, s favor das MPEs.

Logo em seguida, foi a vez do governador de Fortaleza, Cid Gomes, se pronunciar. Durante pronunciamento, o governador elogiou o evento. Por fim, os convencionais puderam assistir a uma apresentação de balé Edisca.

Fonte: Portal CNDL

13 de set. de 2011

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Centro de Exposições para artigos do couro e do vestuário: uma ideia que pode e deve ser colocada em prática

Artur Almeida

Alguns setores comerciais e empresariais de Campina Grande defendem que o município deveria ter, na saída para Caruaru, um Centro de Exposições para artigos do couro e do vestuário, como forma de aproveitar o fluxo de pessoas que se dirigem semanalmente ao vizinho estado de Pernambuco para fazer compras de produtos do gênero. Vejo com muitos bons olhos essa ideia, que é, realmente, uma necessidade, o município como parceiro num projeto importante.

A fabricação de calçados e vestuário, como toda manufatura, gera muita demanda por mão de obra. Ou seja, produz, naturalmente, renda e emprego. Sendo assim, é fundamental conseguir melhorar as condições de venda destes produtos, que são produtos de qualidade. Com uma boa vitrine, não há dúvidas de que a comercialização destes artigos tende a aumentar substancialmente.

Recentemente, estive na Francal (Feira Internacional da Moda em Calçados e Assessórios), em São Paulo, e lá havia um estande da Paraíba, com várias empresas expondo suas mercadorias. Há produtos com um perfil popular, outros com perfil intermediário, e também produtos de ponta, mas, para cada tipo de público e para o perfil a que se propõe, são todos, em geral, produtos de boa qualidade.

O que falta, na maioria das vezes, é um trabalho de imagem, um tratamento para a venda. O empresário precisa ter uma vitrine bonita, que agrade e atraia os clientes, que transmita uma boa impressão da sua mercadoria. O ditado diz que “gaiola bonita não dá comida a canário”. Pode ser, mas impressiona, abre o apetite.

Enfim, se nós pudermos contar com um equipamento que ofereça esse tratamento, num ponto que aproveita um fluxo já existente, teremos condições de “segurar” esse pessoal que vai para Pernambuco aqui na cidade, e isso, futuramente, tende a transformar o espaço até em um pólo maior, o que geraria um maior aquecimento na economia de Campina Grande.

9 de set. de 2011

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Iniciativa popular já em prática em SP pode se tornar referência para 2012 na Paraíba

Artur Almeida

A ação, de iniciativa popular, já funciona em São Paulo e agora vem sendo articulada para ser incorporada em nível nacional. Independente dos resultados em Brasília da articulação, seria extremamente positivo se por aqui, pelas bandas da Paraíba, essa cultura política também afetasse as entidades e instituições da sociedade civil.

O Projeto "Plano de Metas", a ser entregue ao Congresso, propõe comparar metas do eleito com as do governo. É uma carta-compromisso que deve ser assinada pelos candidatos a cargos majoritários no Poder Executivo que pode fazer grande diferença do ponto de vista da gestão de resultados, já que se propõe a fechar outro rombo na relação entre os cidadãos e o poder.

Na prática, o projeto, de iniciativa popular, consiste em um sistema de comparativos periódicos e públicos, entre as metas primordiais com que o eleito chega ao poder e as quais seu governo se dedicou, quanto já fez, ou deixou de lado.

O projeto propõe intervalos de quatro meses para apresentação dos levantamentos pelos governos, prazo que talvez precise ser ampliado, considerando-se tanto a fase inicial de uma administração, como o tempo demandado para deslanchar certas realizações.

Como um documento nascido no seio da sociedade civil e abraçado pela classe política, o Plano de Metas pode ser um grande diferencial nas eleições municipais de 2012 na Paraíba. A partir dos grandes centros urbanos, pode significar não somente um notável avanço institucional, mas também um passo fundamental para se acabar com os prejuízos causados pelas briguinhas políticas sem fim entre grupos permanentemente na luta pelo poder

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Arrecadação na Paraíba superou a casa dos R$ 2 bilhões nesta quinta-feira

Artur Almeida

Segundo dados do Impostômetro, nesta quinta-feira, 08 de setembro, a arrecadação de tributos na Paraíba em 2011 bateu a casa dos R$ 2 bilhões. Esse montante nos coloca na sexta posição do ranking de arrecadação do Nordeste, superando Alagoas (1,5 bilhão até às 17 horas de ontem), Piauí (R$ 1,5 bilhão) e Sergipe (R$ 1,2 bilhão).

À frente da Paraíba na região estão a Bahia (R$ 10,9 bilhões), Pernambuco (R$ 5,9 bilhões), Ceará (R$ 4,8 bilhões), Maranhão (R$ 2,4 bilhões) e o Rio Grande do Norte (R$ 2,1 bi). De acordo com as informações do Impostômetro, o paraibano pagou mais de R$ 67 milhões em impostos somente nos primeiros oito dias de setembro.

Na média, são cerca de R$ 6,2 milhões por dia, aproximadamente R$ 360 mil por hora, R$ 6 mil por minuto, e R$ 100 por segundo entregues pelo povo da Paraíba ao Leão. Até o final do ano, a previsão do sistema é de que o Estado ultrapasse a casa dos R$ 3 bilhões. O portal ainda simula o que poderia ser feito com o valor arrecadado em impostos até esta quinta-feira na Paraíba: construção de mais de 97 mil casas populares de 40 metros quadrados; ou de mais de 166 mil salas de aula equipadas; ou mais de 25 mil quilômetros de redes de esgoto; ou quase 8 mil postos de saúde. Até ontem, o Impostômetro registrava uma arrecadação nacional superior aos R$ 980 bilhões.

O Impostômetro, que pode ser acessado através do endereço http://www.impostometro.com.br/, é uma iniciativa da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que tem desenvolvido um conjunto de ações que objetivam esclarecer os brasileiros sobre o peso da carga tributária sobre as pessoas. A entidade lembra que “todo cidadão, até mesmo aquele que atua na economia informal, paga impostos e é, portanto, um contribuinte e que ser informado, de maneira transparente, sobre o quanto paga de impostos é um direito previsto na Constituição”. Ainda segundo a ACSP, entre os principais objetivos do Impostômetro, estão: “o estudo de informações técnicas para a apuração e comparação da carga tributária individual e dos diversos setores da economia; além da análise dos dados oficiais sobre os tributos cobrados no Brasil”.

Comentário de José Artur

O Brasil, como é sabido, apresenta uma das maiores cargas tributárias do mundo. Mas, embora isso seja um grande obstáculo para nosso crescimento, não é o maior problema. O pior é a falta de retorno social, de infraestrura, educação e segurança pública. Sendo assim, o que justifica termos uma carga tão elevada?

A primeira coisa que vêm à cabeça é a corrupção e, logo em seguida, as inúmeras administrações públicas que “deitam e rolam” na arte de conduzir de forma errada os recursos provenientes dos nossos impostos.

Teremos, no próximo ano, uma ótima oportunidade de começarmos a mudar essa realidade. Serão as eleições municipais que, pessoalmente, reputo como as mais importantes de todas, afinal, a vida acontece no município que, como tal, é pleno de responsabilidade de todas as obrigações sociais do Estado para conosco.

8 de set. de 2011

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Além de prefeitável, PTB lançará pelo menos quinze candidatos a vereador

Artur Almeida

O advogado Félix Araújo Neto é filiado ao PTB
O PTB campinense deve lançar no mínimo quinze candidatos a vereador nas eleições do ano que vem, com o objetivo de eleger pelo menos dois. A meta foi confirmada pelo presidente do partido, José Artur Almeida. Ele revelou que o empresário Fabrício Targino, único candidato do partido nas eleições de 2008 em Campina Grande e que somou mais de 1700 votos, continua no PTB e mais uma vez postulará uma vaga na Câmara Municipal.

Outro nome de peso que figura no rol trabalhista é o advogado e professor Félix Araújo Neto, que também pode ser candidato a vereador em 2012. Como o nome revela, Félix é neto de Félix Araújo, patrono do legislativo municipal, morto em 1953 a serviço do parlamento-mirim. Apesar do assédio de outras siglas sobre o advogado, desde que ele ventilou a possibilidade de ser candidato, o PTB vai dialogar com Félix, não apenas para assegurar sua manutenção na legenda como para estimular sua candidatura.

Além dos próprios candidatos, a presidência do diretório municipal tem se reunido com outros partidos, buscando composições para formação de uma coligação proporcional. Uma destas conversas aconteceu com o Partido Verde, que é dirigido na cidade pelo professor Washington Furtado e revelou afinação com a linha de atuação defendida por José Artur. Além de Washington e outros bons nomes, o PV tem em seus quadros o professor José Cristóvão de Andrade, presidente da Associação dos Docentes da Universidade Estadual da Paraíba (AduePB).

No entanto, de acordo com José Artur, mais importante do que a meta numérica de eleição de vereadores é lançar candidatos e formar alianças que se proponham a subscrever o ideal de trabalhar em prol de uma mudança real na forma de se fazer política, de se legislar e de se governar Campina Grande. Para a disputa majoritária, o PTB já indicou o nome do presidente José Artur, que confirma sua pré-candidatura a prefeito da cidade.

6 de set. de 2011

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O novo ‘aviso prévio’ pelo STF

Artur Almeida

O Supremo Tribunal Federal julga quatro mandados de injunção (n°943, 1010, 1074 e 1090) cujos autores, ex-funcionários da Vale, reclamam a omissão do Congresso Nacional em regulamentar o artigo 7°, inciso XXI, da Constituição Federal (CF), que trata do “aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei". Durante os debates, os ministros decidiram pela ciência ao Congresso Nacional para a adoção das providências necessárias à regulamentação do preceito constitucional como prescreve o §2°, do art. 103, da CF, mas também que estarão fixando novas regras para o aviso prévio enquanto perdurar a omissão do Legislativo.

Para encontrar essa nova regra, foram suscitadas experiências da Alemanha, Dinamarca e Suíça, onde o aviso prévio pode ser de três a seis meses, dependendo da duração do contrato de trabalho e da idade do trabalhador; na Itália, pode chegara quatro meses, um acréscimo ao atual aviso prévio de 10 dias por ano e até uma indenização de um salário mínimo a cada cinco anos, adicionalmente ao direito mínimo a 30 dias de aviso prévio.

Observa-se que inexiste consenso na Suprema Corte que traz exemplos de países de “primeiro mundo” para aplicação a nossa realidade laboral e econômica. O aviso prévio que hoje é de 30 dias objetiva prevenir a surpresa na rescisão do contrato de trabalho por iniciativa do empregador ou do empregado. Ao empregado é uma garantia salarial que possibilita um tempo hábil e sem perda salarial para buscar um novo posto de trabalho, tendo também uma redução na jornada laboral neste período para esta procura. Socorre-se ainda o trabalhador do FGTS e do salário desemprego.

É bom lembrar que a demissão somente ocorre diante de uma dificuldade do empregador, geralmente econômica; assim, o prazo de 30 dias atualmente previsto é razoável e eficaz para atender a Constituição Federal até que o Congresso Nacional traga a matéria para debate, encontrando a melhor proposta que atenda às relações de emprego.

Assim, enquanto não tivermos uma lei complementar, caberia aos sindicatos de classe discutir a questão, mantendo ou ampliando o aviso prévio de acordo com a realidade de cada classe laboral que representam. Atualmente já encontramos convenções e acordos coletivos de trabalho disciplinando a matéria. Hoje, no Brasil, um funcionário tem um custo em encargos que pode chegar a mais de 100% do seu salário, e com a majoração do aviso prévio este custo aumentará ainda mais. Vejam que nos Estados Unidos os encargos sobre o salário somam 23%, no Japão, 19%, na Itália, 24%, e na Inglaterra, 28%.

Precisamos desonerar a folha e não trazer mais encargos ao empregador. Temos assim que a majoração do aviso prévio levará a um aumento do passivo trabalhista das empresas, aumentando o “custo Brasil” e inviabilizando os negócios das MPEs que hoje correspondem aproximadamente a mais de 99% dos 5,8 milhões de negócios formais existentes no Brasil e empregam mais da metade dos trabalhadores com carteira assinada do País. O Brasil que deseja crescer precisa desonerar a folha de pagamento, e não criar mais obstáculos e encargos ao emprego, a exemplo do aumento do aviso prévio e da redução da jornada de trabalho.

Informe jurídico
Revista Dirigente Lojista

1 de set. de 2011

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