O ano termina com mais uma má notícia para o trabalhador em Campina Grande, sobretudo para a massa que depende do transporte coletivo. Vem aí mais um reajuste do preço das passagens. O Conselho Municipal de Transporte aprovou o reajuste que, se homologado pelo poder executivo, fará com que as passagens subam de R$ 1,95 para R$ 2,20.
Um fato a ser registrado é que o vereador que representa a Câmara Municipal no conselho, e que é líder da bancada do prefeito no legislativo, votou a favor do reajuste maior, e contra, portanto, às duas outras propostas apresentadas, a primeira do representante da Associação dos Aposentados, que sugeriu R$ 2,05, e a segunda do representante da UCE’s, R$ 2,10.
Assim como acontece com a energia elétrica, o gás, o telefone e tudo mais, esses aumentos são, via de regra, inevitáveis, é verdade. Mas, não podem ser pautados apenas pelas planilhas apresentadas pelas empresas de ônibus e menos ainda pelo joguete político que é promovido todos os anos, a fim de exaltar a figura do prefeito.
É sempre a mesma história. O conselho vota e aprova um reajuste expressivo, que acaba sendo vetado pelo chefe do poder executivo, que homologa um valor menor e se transforma num herói, uma espécie de líder corajoso que se opõe aos interesses dos “poderosos” para defender o pobre, o trabalhador. Puro jogo de cena. E não é de hoje.
É preciso que se estabeleça critérios claros e objetivos para definição destes reajustes em Campina Grande, e esse debate tem que passar necessariamente pela Câmara Municipal, com realização de sessões especiais e tribunas livres, esmiuçando cada aspecto relevante. Tudo às claras, bem ao contrário do que ocorre atualmente. E isso sem perder de vista a necessidade de se exigir a melhoria do sistema.































