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Uma canção de saudade para Robério

Artur Almeida

A notícia da tão extemporânea morte de Paulo Robério Alves Barros, conhecido em toda Campina Grande e mesmo fora dela como “Robério Emplacamentos”, nome da sua empresa, deixou-nos perplexos e profundamente consternados. A primeira reação é duvidar; a segunda, ser tomado de grande tristeza; a terceira, lamentar, lamentar muito; A quarta, que nos acompanhará doravante, é a saudade.

Conhecia Robério há um bom tempo e, embora não tivéssemos uma convivência assídua – até mesmo pelas nossas atividades – ele era uma daquelas figuras por quem a gente alimenta uma simpatia natural, uma empatia espontânea. Encontramo-nos duas vezes durante viagens, ocasiões extremamente agradáveis, momentos que serviram para fixar a imagem que sempre levei e que para sempre levarei de Robério.

Diante de tão grande perda, exaltar a qualidade de quem nos deixa, sobretudo de forma tão inesperada, não é incorrer num gesto lugar-comum. É, na verdade, fazer aquilo que nos resta, que é reconhecer e exaltar uma memória digna de tributo. No seu ramo, Robério fez do próprio nome um emblema de serviço de qualidade e credibilidade, tornando-se referência na região. E, o mais importante de tudo: além de um empresário respeitado e bem-sucedido, era uma figura humana muito querida.

Não pude ir ao sepultamento de Robério. Mas, estive em seu velório, onde tantos e tantos amigos choravam, ao lado de uma família inconformada diante de tamanha dor, uma partida tão fora de hora, tão inacreditável, tão triste, que nos deixa tantas saudades. A estes entes que ora amargam tamanha dor, resta-nos direcionar aos céus uma oração, um pedido para que nosso Senhor e Deus traga o conforto, na esperança da vida eterna.

E todos nós, que aqui ficamos, seguindo nossa jornada de tempo incerto, juntamos nossas vozes à do poeta, repetindo o lamento: “É tão estranho / Os bons morrem jovens / Assim parece ser / Quando me lembro de você / Que acabou indo embora / Cedo demais”. Para Robério, uma canção de saudade.

29 de nov. de 2011

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Crescimento da violência: o que a gestão municipal pode fazer?

Artur Almeida

Se o combate à criminalidade não é atribuição constitucional da gestão municipal, mas, por outro lado, o crescimento da violência impõe a urgente necessidade de integração e união de forças entre todas as esferas públicas, o que pode ser feito? Uma das principais ações que a prefeitura de uma cidade pode implementar é disponibilizar-se a uma efetiva parceria com o estado, através da Secretaria de Segurança Pública, das polícias Civil e Militar, e dos órgãos que atuam no combate à violência e às drogas.

Essa parceria pode, inclusive, favorecer a instalação de unidades de Polícia Comunitária, um importante mecanismo de combate ao crime. A gestão municipal contribuiria com a estrutura e outros meios possíveis, além de atuar politicamente junto ao governo estadual para a otimização das ações e ampliação da presença da Polícia Comunitária nos bairros.

Outro ponto relevante é a organização devida da Guarda Municipal, que não deve ser instituída para que os agentes sejam transformados em porteiros, nem muito menos em força repressora contra ambulantes ou moradores de rua. A Guarda pode e deve garantir a segurança em logradouros públicos, inclusive áreas de lazer e pontos de freqüente ação de marginais. Mas, dentro das suas atribuições, precisa ter uma atuação mais abrangente, objetivando coibir, por exemplo, os “pequenos crimes”.

Para gerenciar a Guarda Municipal e coordenar ações integradas com o Estado, uma cidade do porte de Campina Grande precisa de uma Secretaria Municipal da Segurança. Além da ação integrada com a gestão estadual (seja o governo um aliado ou adversário partidário, não importa), a pasta também implementaria ações preventivas em parceria com outras secretarias municipais, como Educação, Assistência Social e Saúde.

Trabalhando em conjunto, seria possível acompanhar ex-apenados e os chamados “albergados”, grupos-alvo de boa parte dos casos de homicídios da cidade. A prefeitura também poderia inserir em contrato com construtoras e empreiteiras a exigência de contratação de determinado percentual de “albergados”, além de firmar convênios para capacitação de apenados, em cursos que formem pedreiros, marceneiros, serralheiros... ou seja, profissionais capacitados a exercer um ofício que tem grande demanda.

Todas essas ações têm um custo, mas nada que inviabilize sua execução. É preciso ter vontade política, disposição, competência e saber usar devidamente os recursos públicos. Até porque o custo maior é a tragédia de uma escalada cada vez mais acelerada da violência, aterrorizando a população e ceifando a vida de tantos campinenses.

25 de nov. de 2011

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Combate à violência: esferas do poder público precisam ser parceiras

Artur Almeida

Os jornais trouxeram a informação. A Paraíba aparece entre os primeiros estados do Brasil num quesito profundamente lamentável. Somos, proporcionalmente, o segundo estado mais violento, segundo dados divulgados pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública, numa parceria com o Ministério da Justiça. De acordo com a ONG, a Paraíba registra a segunda maior taxa de homicídios intencionais do país. Foram 38,2 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes.

Os números foram referentes a 2010. Ainda de acordo com a entidade, a Paraíba ficou atrás apenas de Alagoas, cuja taxa é de 68,2 por grupo de 100 mil habitantes. No nosso estado, os números de homicídios saltaram de 1.176 em 2009 para 1.438 em 2010, ou seja, 262 vidas a mais ceifadas pela violência. Esse banho de sangue se reflete em todo o estado, inclusive Campina Grande, onde as taxas de homicídios aumentam ano após ano.

O assunto é muito sério e grave para que alguma esfera do poder público simplesmente lave as mãos, afirmando não ser da sua alçada lidar com o problema. A criminalidade crescente é uma das maiores aflições dos cidadãos, e a gestão pública não pode nem deve ignorar essa realidade. Vivemos um clima de guerra, em que o crime se organiza, devendo os governos se unirem e juntarem forças para o combate mais eficiente a este mal.

Tanto mais lamentável é a exploração política desta miséria. Logo após a divulgação dos dados, houve certos agentes partidários que, no afã de uma oposição sem limites ao Governo do Estado, cuidaram logo de detonar críticas contra o governante, e “denunciar” o descaso com a segurança pública... Aquele velho e lamentável discurso do “quanto pior, melhor”. Não cuidaram, porém, de saber que os dados são referentes ao ano passado, quando o governo era outro – aliado dos atuais críticos.

Ignorar e – pior ainda – politizar essa discussão são ações inaceitáveis. É preciso agir. Nesse sentido, o que pode fazer a gestão municipal, que não dispõem de recursos nem de incumbência constitucional que viabilize a busca de subsídios junto ao Governo Federal? A resposta fica para a próxima postagem. Mas, por ora, podemos dizer que só há uma coisa que não pode fazer: é fazer nada.

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A chuva passou, mas os buracos continuam

Artur Almeida

Há alguns meses, quando a crítica em relação à buraqueira que tomava conta da cidade virou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, na mídia em geral e nas conversas entre amigos, a gestão municipal, esquivando-se, como de praxe, da responsabilidade, tratou de apontar o culpado pelo problema: as chuvas. E se a culpada pelos buracos era a chuva, a quem reclamar?

Na verdade, tal justificativa nunca colou, até porque os pontos que ficaram mais críticos após o início do inverno já eram, via de regra, áreas problemáticas. Ou seja, as águas só fizeram agravar o problema. E, agora, temos mais uma prova da fragilidade do argumento. As chuvas passaram, mas não são poucos os buracos que continuam infestando as ruas da Rainha da Borborema.

É verdade que alguns buracos já foram remendados, mas os que ainda esperam tratamento formam um índice relevante, a atormentar a vida dos motoristas e motociclistas. A operação tapa-buracos na cidade parece existir desordenadamente e sem planejamento – aliás, planejamento é algo realmente em falta por estas bandas. Pior: em algumas áreas que foram contempladas com a ação, os remendos já estão se desfazendo. É o caso da Avenida Floriano Peixoto, nas imediações do Meninão.

O poder municipal precisa estabelecer um serviço de manutenção de pequeno porte contínuo e ágil. A proliferação dos buracos complica o tráfego, danifica veículos e põe vidas em risco. A demora na resposta ao problema só complica o quadro. O buraco só faz aumentar – literalmente.

Para dar eficiência ao serviço, além de montar equipes ágeis, é preciso criar um canal de comunicação com a população. Hoje, as pessoas não sabem a quem se dirigir para informar a existência de buracos e também duvidam de uma resposta eficiente da prefeitura. (Aliás, essa sensação de não ter a quem reclamar se repete em diversas outras áreas na cidade.)

Ouvir os campinenses e prestar atenção às suas ponderações – inclusive sobre “meros” buracos – é uma iniciativa que deve permear a gestão municipal.

22 de nov. de 2011

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De onde vem a carne consumida em Campina? Uma pergunta e uma resposta que não responde

Artur Almeida

A mais recente resposta da gestão municipal ao problema da origem da carne consumida em Campina Grande foi apontar a existência de um matadouro privado que, segundo declaração de um representante da Vigilância Sanitária ao Diário da Borborema de 01 de maio, ainda carecia de “alguns ajustes na estrutura e a licença ambiental”. A própria matéria lembra que o matadouro citado já havia sofrido interdição (na verdade interdições) por estar fora dos critérios exigidos. A outra resposta aponta o endurecimento da fiscalização aos abatedouros clandestinos.

São medidas importantes, mas a existência de um único abatedouro privado não atende às necessidades de Campina, e isso está patente. Nossa cidade precisa de um equipamento público que, além da dar maior segurança à procedência da carne, ainda gera empregos. A decisão de fechar o matadouro foi, ao nosso ver, um equívoco lamentável que precisa ser corrigido. Defendemos a iniciativa privada e um Estado que interfira menos na economia, mas essa questão específica tem componentes sanitários e sociais que vão além do aspecto econômico. E, mesmo não tendo sido um erro da atual gestão, cabe a quem governa dar as respostas devidas.

Ao invés disso, porém, empurra-se o problema com a barriga e, quando a imprensa questiona, atira-se justificativas e promessas a esmo. Em 2010, após uma ação da Vigilância Sanitária que interditou um abatedouro clandestino no bairro do Monte Santo, um coordenador da Secretaria de Agricultura do Município prometeu que seria firmada “parceira com a iniciativa privada para regulamentar o abate de animais no município”.

Conta trecho de uma matéria da época, mencionando fala do coordenador: “‘Creio que em janeiro as obras desse matadouro já estejam concluídas e possamos enfim emitir a sua autorização de funcionamento’, disse. Ele completou afirmando que a intenção da secretaria é também incluir no orçamento do próximo ano a construção de um abatedouro para animais de pequeno porte”. Isso foi há um ano.

E mais. Esse matadouro citado na fala do coordenador é o mesmo do início deste artigo, mencionado na matéria do Diário da Borborema de maio. Tem mais. É exatamente o mesmo que o prefeito citou durante sua campanha à reeleição, em 2008. Ou seja, pelo menos há mais de três anos a citação desse abatedouro privado vem sendo repetida pela prefeitura como justificativa e resposta para um problema que resolveu ignorar. Assim, a mais recente resposta da gestão municipal ao problema é também a sua mais antiga resposta.

Imagem: Blog Retalhos Históricos de Campina Grande

21 de nov. de 2011

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Uma pergunta incômoda e urgente: de onde vem a carne consumida em Campina Grande?

Artur Almeida

Em um dos debates das eleições 2008, um dos candidatos questionou o prefeito de Campina Grande, que disputava então a reeleição, sobre a origem de carne consumida na cidade, a multiplicação de abatedouros clandestinos e a inexistência de um local apropriado para o abate numa cidade do porte da nossa.

A resposta foi publicada no portal Paraíba1 em 26/09/2008: “Veneziano disse que este é apenas mais um dos problemas enfrentados pela atual gestão que foram herdados das administrações passadas. Ele disse que enfrentou problemas como saúde, educação e lixão, e o matadouro também foi pauta da atual gestão. Ele disse que a questão do matadouro passa por um plano diretor do meio ambiente, que vai definir políticos e ações públicas para o setor”.

Uma resposta que não respondeu. E, passados mais de três anos, o problema proposto durante o debate também não obteve resposta. A gestão municipal age como se esse problema simplesmente não existisse ou como se não fosse de sua responsabilidade se preocupar com ele e trabalhar para resolvê-lo.

Naquela ocasião, quando terminava seu primeiro mandato, o gestor recorreu ao argumento que mantém até hoje: tudo o que há de bom na cidade é mérito seu, enquanto todos os problemas são culpa das administrações passadas. Fechar o matadouro foi um grande erro, mas cabe a quem governa resolver.

Sendo assim, em maio passado, uma reportagem de capa do Diário da Borborema trouxe de volta a questão, em letras garrafais: “De onde vem a carne que consumimos?” A manchete era alarmante: “Cinquenta matadouros interditados em dois anos”. E o primeiro parágrafo da matéria destrinchava o problema:

“Nas feiras livres ou nos supermercados de Campina Grande, o consumidor procura aliar preço e qualidade do produto. Mas muitas destas mercadorias não apresentam informações suficientes para esclarecer sobre sua origem, como as carnes. O curador do Meio Ambiente de Campina Grande, Eulâmpio Duarte, é enfático ao afirmar que na cidade não existe nenhum matadouro completamente legalizado, ou seja, nenhum deles atende a todas as exigências que garantam o abate de animais de forma adequada no dia a dia”.

Qual foi a resposta da gestão municipal ao problema? Esse será o tema da nossa próxima postagem.

18 de nov. de 2011

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Implantação do VLT não deve continuar ignorada. Mas, agilidade não pode ser sinônimo de pressa

Artur Almeida

Conforme comentamos no texto anterior, Campina Grande tem demanda e necessidade que justificam plenamente a chegada do Veículo Leve sobre Trilhos, e essa implantação não deve continuar sendo retardada. Por que tamanha urgência? Poderíamos apontar como razão suficiente aquilo que comentamos na primeira postagem sobre o tema: a deficiência do transporte público na cidade, e seus efeitos sobre o trânsito.

Os benefícios que esse novo sistema traria/trará para quem depende do transporte público compõem uma justificativa mais que plausível. Além de uma opção a mais para locomoção e de ser mais ágil que outros meios, por possuir sua via própria e exclusiva, o VLT tem capacidade de comportar um número bem maior de passageiros que um coletivo.

No processo de implantação do Metrô do Cariri, no Ceará, foi previsto que o veículo teria dois “carros”, com capacidade de transporte de 96 passageiros sentados e mais de 350 no total – e isso sem virar uma “lata de sardinha”. Já um veículo de quatro carros tem capacidade de transportar 208 passageiros sentados e 766 no total.

Outra razão para se agilizar essa discussão está no crescimento do número de edificações, sobretudo edifícios, fato que acaba reduzindo os espaços disponíveis para implantação do VLT. Quanto mais esperarmos, maior será a necessidade de adequação do projeto e, consequentemente, maior o número de desapropriações a serem realizadas, majorando os custos de instalação do sistema.

Por outro lado, é fundamental evitar que esse processo se dê de forma açodada, pela pressa freqüente aos tempos de pré-campanha que costuma reger, muitas vezes, as decisões dos gestores. É necessário discutir e agilizar as ações necessárias para planejar, definir e instalar o VLT, mas sem ignorar as precauções indispensáveis, como a definição de um percurso que otimize o serviço e a integração com outros meios, assegurando sua viabilidade a médio e longo prazo.

Enfim, como tudo que se refere à coisa pública, deve ser feito com agilidade, nunca com pressa descuidada.

16 de nov. de 2011

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Cartão temporal e Veículo Leve sobre Trilhos: alternativas para Campina Grande

Artur Almeida

Na postagem anterior, comentamos a má qualidade do serviço público de transporte, que causa transtornos à população, estimula o aumento da frota e ajuda a entravar o fluxo do trânsito. Nas últimas décadas, enquanto outras cidades buscavam alternativas para o transporte público, Campina continuou voltada apenas para os ônibus, fazendo um ou outro ajuste, como a compra de novos veículos para a frota urbana e a implantação de um terminal de integração – que, desafiando até a matemática, o poder municipal insiste em contar como sendo dois.

Poderia ter feito mais, se houvesse vontade política para isso. Nossa cidade, a exemplo do que já acontece em tantas outras, já deveria contar com o sistema de integração por meio do cartão temporal, que tem uma série de vantagens, já que não se prende a um ponto fixo.

Vejamos um exemplo. Hoje, alguém que mora no bairro de Bodocongó e precisa ir ao Hospital da Fap ou ao campus da UEPB tem somente duas alternativas: ou vai a pé até às margens do Açude de Bodocongó para pegar o ônibus, ou pega um ônibus para o terminal de integração, e de lá toma outro para chegar, finalmente, ao seu destino. Como se diz popularmente, é uma contramão.

Há, ainda, aquelas linhas que não chegam ao terminal. Com o cartão, é possível integrar, de forma muito mais simples, um maior número de linhas, além de diminuir o fluxo de ônibus no entorno do terminal, uma área com trânsito conturbado. Por outro lado, é preciso exigir das empresas que exploram a concessão qualidade na prestação do serviço, com cumprimento dos horários, aumento mais substancial da frota nos horários de pico e punição exemplar a funcionários que desrespeitarem idosos e deficientes.

Além disso, é necessário trazer para a cidade o Veículo Leve sobre Trilhos. Depois de tanto tempo, enfim começamos a ouvir falar sobre a possibilidade do VLT ser implantado em Campina. Mas, esse assunto não pode ficar restrito a discursos de ano pré-eleitoral. Nossa cidade tem demanda e necessidade que justificam a chegada do VLT, e essa implantação não deve continuar sendo retardada.

Na próxima postagem falaremos mais sobre o Veículo Leve sobre Trilhos e por que esse sistema precisa chegar sem maiores atrasos a Campina Grande.

14 de nov. de 2011

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Transporte público de má qualidade atormenta população e contribui para o caos no trânsito

Artur Almeida

A má qualidade do transporte público no Brasil torna a aquisição de uma motocicleta ou automóvel uma meta comum a todo trabalhador. Afinal de contas, quem agüenta ter que esperar por um coletivo que frequentemente atrasa e que sempre está apertado como uma lata de sardinha nos horários de pico? Isso além dos já corriqueiros casos de assaltados dentro dos ônibus.

As pessoas acabam tendo que acordar mais cedo do que deveriam, descansando menos, já saindo de suas casas estressadas e tendo que enfrentar um transtorno cotidiano inaceitável. Na volta, após um dia puxado de trabalho, a tortura se repete. Quem pode, “foge”, compra seu carrinho ou uma moto. Com isso, o transporte público ineficiente contribui substancialmente para o aumento do caos no trânsito, com o crescimento exponencial do número de veículos em circulação todos os anos.

Os engarrafamentos vão ficando cada vez mais freqüentes e maiores, o tráfego mais lento e achar uma vaga para estacionar vai virando um jogo de sorte. No ano passado, um dos jornais da cidade mostrou que é mais fácil passar num vestibular concorrido que encontrar uma vaga disponível na Zona Azul.

Estabelece-se, então, um círculo vicioso crescente: os ônibus não atendem a necessidade da população, a quantidade de veículos na rua se multiplica vertiginosamente, carros e ônibus trafegam lentamente, não se consegue estacionar, as motos (mais baratas e de baixo custo de manutenção) invadem cada palmo das ruas, aumentando o número de acidentes graves e de mortes... Em resumo, caminha-se para o caos.

Todos os especialistas estão de acordo: O remédio mais eficaz para amenizar esse processo caótico é, com certeza, a melhoria da qualidade do transporte público. Nas próximas postagens, trataremos algumas das opções para uma cidade do porte de Campina Grande.

No entanto, é preciso destacar a indiferença da gestão pública municipal em relação ao transporte público. As queixas da população são abundantes, sobretudo em relação ao atraso dos coletivos, à superlotação e ao mau atendimento a idosos e deficientes. Boa parte dos bairros mais pobres não são cortados por linhas de ônibus. Ainda assim, as empresas minimizam as reclamações, e a prefeitura ignora o problema, apesar de o sistema funcionar por concessão pública.

Logo, o caos tem início na base do sistema, o serviço de transporte público, que precisa melhorar. E muito. Voltaremos ao assunto.

10 de nov. de 2011

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O que tem sido feito para garantir a instalação do porto seco em CG? Vamos entrar nessa briga?

Artur Almeida

A localização privilegiada de Campina Grande teve papel fundamental em sua gênese e nos primeiros passos do seu desenvolvimento. Hoje, a cidade apresenta diversas outras qualidades relevantes para a atração de investimentos, mas, para a economia, o aspecto localização continua tendo considerável importância. Assim, é preciso entender, potencializar e utilizar essa qualidade como um considerável argumento a mais no esforço cabido à gestão pública para atrair investimentos.

Conforme comentado na postagem anterior, diversos municípios, sobretudo do Nordeste, estão na briga pela implantação de um porto seco. Em maio, o governador do estado do Ceará, Cid Gomes, foi a Nova Jersey, nos Estados Unidos, para conhecer o Porto A.P. Maersk (APM Terminals), considerado um dos maiores portos secos do mundo. Segundo sua assessoria, o objetivo de Cid era “dar início ao projeto de implantação desse modelo de importação/exportação e de escoamento de produção no interior do Ceará”.

Na viagem, o governador cearense esteve acompanhado do prefeito Clodoveu Arruda, da cidade de Sobral, onde os cearenses esperam instalar a unidade.

E aqui, o que tem sido feito? Qual seria a possibilidade de o chefe do executivo municipal acompanhar o governador em alguma viagem voltada para a atração de um equipamento deste porte para nosso município? Infelizmente, observando a indisposição revelada nos últimos eventos para os quais o prefeito foi convidado, sabemos que as chances são praticamente nulas.

O Governo do Estado já cedeu o terreno e deve se empenhar mais. No entanto, cabe à gestão do município provocar a gestão estadual, ao invés de mostrar-se arredia e indisposta ao trabalho parceiro. O que tem feito, também, nossa representação no Congresso Nacional? E os deputados estaduais de Campina Grande, alguns, inclusive, pré-candidatos a prefeito? Além de uma oposição intransigente contra o governo, há algum movimento em favor do Porto Seco para Campina?

Vamos entrar nessa briga? Se é bom para nossa cidade – e é muito bom – tem que contar com o apoio de todos. Vamos cobrar nossos representantes, mobilizar toda parceria possível. Campina Grande não pode mais ficar no prejuízo por conta de guerrilhas políticas. Já perdemos muito com isso. Vamos à luta!

7 de nov. de 2011

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Porto Seco transformará realidade econômica de Campina. É preciso lutar por essa conquista

Artur Almeida

Em abril, o governador Ricardo Coutinho assinou o decreto que desapropriou o terreno onde deverá ser construído o Porto Seco de Campina Grande, um projeto que, tornando-se realidade, certamente produzirá um grande impacto econômico na cidade e na região. Pode-se dizer, sem nenhum exagero, que implicaria num verdadeiro divisor de águas para a economia campinense.

Para quem não conhece o tema, o porto seco executa praticamente todas as funções de um porto normal. De acordo com a Abepra (Associação Brasileira das Empresas Operadoras de Regimes Aduaneiros), eles “são recintos alfandegados de uso público, situados em zona secundária, nos quais são executadas operações de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias e de bagagem, sob controle aduaneiro”.

A entidade também relaciona uma série de vantagens do porto seco sobre o porto marítimo. Eis apenas algumas: “Custos operacionais mais baixos; Dispensam a montagem de estruturas logísticas onerosas; Tornam os produtos mais competitivos no mercado internacional pela redução de custos operacionais; Redução no custo de transporte; Autoridades aduaneiras perto do exportador, agilizando a solução de problemas; Maior segurança e garantia na qualidade do produto que será exportado; Agilidade no desembaraço perante a fiscalização, minimizando o prazo de espera”.

Para o município e a região, a grande importância do porto seco está na geração imediata de empregos diretos e indiretos, na atração de investimentos e no aquecimento geral da economia. Para que se tenha uma ideia, O Porto Seco Centro Oeste, localizado em Anápolis (GO) movimentou em 2007 US$ 520 milhões em mercadorias. No ano passado, esse valor foi de cerca de US$ 2,4 bilhões.

Atualmente, são 63 unidades no País. Além disso, vários estados estão na briga pela instalação de portos secos, que dependem de autorização e controle do Governo Federal. Por isso mesmo, Campina Grande precisa despertar para essa batalha, reunindo sua classe política em busca da conquista desse tão importante equipamento. Infelizmente, passada a assinatura da desapropriação do terreno, pouco se fala no assunto.

Voltaremos ao tema na próxima postagem.

3 de nov. de 2011

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Moradores reclamam das más condições da Vila Olímpica Plínio Lemos

Artur Almeida

A reclamação e as imagens vêm de moradores do bairro do José Pinheiro. A Vila Olímpica Plínio Lemos carece de atenção para pequenos problemas que revelam grande descaso. A justificativa para as imagens abaixo poderia ser que a administração municipal não deve ser responsabilizada pela ação de vândalos. Parece uma boa resposta, mas não é bem assim.

Construir e entregar equipamentos são ações importantes. Mas, é preciso garantir a manutenção, do contrário o processo de deterioração acaba até pondo a perder tudo o que foi investido.

E, por falar em investimentos, um parêntese: é curioso perceber o quanto a mídia institucional oferece informações desencontradas sobre quanto é empregado em obras públicas. No caso da Vila Plínio Lemos, uma matéria no portal da PMCG fala em R$ 5 milhões, enquanto outra, na página de campanha do prefeito, informa R$ 6,5 milhões.

Mas, voltando às condições do equipamento, veja a lista de reclamações que moradores que freqüentam o local nos passaram, junto com as imagens: “WC sem as mínimas condições de uso; muro rompido; vidros das janelas quebrados; redes da quadra de futsal rasgadas; pias sem torneiras; falta de bebedouros; brinquedos quebrados; banheiros sem sanitários; fedentina insuportável nos banheiros dos atletas e visitantes; falta de manutenção da cobertura da parte superior das arquibancadas”.

A seguir, algumas imagens feitas pelo líder comunitário Chico Casado.








1 de nov. de 2011

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Yara Lyra, Campina Cresce com Você

Artur Almeida

Nesta terça-feira, Campina Grande ganha mais um ambiente para geração e troca de ideias, sugestões e relatos de experiências. Trata-se do projeto virtual “Campina Cresce com Você”, que vai estar disponível na internet, de iniciativa da incansável professora Yara Macedo Lyra, uma eterna lutadora pelo desenvolvimento da nossa terra, a quem Campina deve todas as honras pelos inestimáveis serviços prestados ao município, principalmente na área da educação.

Atuando como professora da Universidade Federal ou como Diretora do CPUC e mais tarde à frente da Facisa, Yara contribuiu decisivamente na formação educacional de milhares de jovens que hoje brilham em nosso país – ou fora dele, exercendo atividades como engenheiros, médicos, artistas, cientistas, empresários, etc.

Parabenizar e agradecer a Yara Lyra pelo o que tem feito por Campina Grande é pouco. Com esta feliz iniciativa a professora demonstra sua inquietação e se mostra preocupada e interessada em oferecer soluções para a retomada do crescimento da Rainha da Borborema. Com o projeto, Yara chama para si e para os que verdadeiramente amam esta cidade a responsabilidade de encontrar soluções e apontar caminhos para que o município possa se tornar cada vez mais aprazível, oferecendo aos nossos filhos e netos melhores condições de vida e trabalho, voltando a ocupar lugar de destaque nacional pela pujança e capacidade empreendedora do seu povo.

Já se diz que ser ‘Campinense’ é um estado de espírito e é chegado o momento dos filhos de Campina Grande se unirem em torno desse projeto. Campina só é grande porque grande é o seu povo. É hora, portanto, de todos nós abraçarmos esta causa comum, com um compromisso de fazer algo pela cidade-mãe, fazendo dela uma cidade modelo para o Nordeste e para o Brasil.

Campina Grande não pode ser “vendida” apenas como cidade do Maior São João do Mundo. Campina tem educação, tecnologia, centros de pesquisas, excelentes universidades com cursos de qualidade. Ela precisa ser trabalhada como uma cidade dinâmica, com riquezas geradas pelo comércio e indústria; que gera saber a partir das suas universidades.

Yara Macedo Lyra lança o desafio e conclama os campinenses naturais e adotivos para mais esta missão; para que cada um de nós, dentro de nossas áreas de atuação, possamos contribuir com sugestões e ideias, indicando propostas e soluções para fazer de Campina Grande uma cidade sempre grande na economia, na educação, na cultura, no empreendedorismo. Vamos abraçar esta causa.

Parabéns, Yara. Campina Cresce com Você!

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