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O sucateamento do Mercado Central

Artur Almeida

No primeiro governo da atual administração municipal foi anunciado a bagatela de mais de 18 milhões de reais a ser invertido na revitalização e reestruturação do Mercado Central de Campina Grande. Pois bem. Nascido criado naquele logradouro público, não percebi ainda a promessa feita pelo atual prefeito.

Estive recentemente visitando o Mercado Central e tive a oportunidade de conversar com velhos amigos meus e de meu pai, que passou a vida inteira comercializando naquele local. Moral da história, todos os comerciantes ali instalados não perceberam até o presente instante a revitalização do local prometida com muita propaganda pela atual administração.

Muito pelo contrário, os comerciantes lembraram, sim, do trágico acontecimento ocorrido no ano passado no Mercado Central, ocasião em que um incêndio destruiu várias barracas comerciais. O fato só não foi mais grave porque onde o incêndio ocorreu houve espaço bastante para a ação do Corpo de Bombeiros de Campina Grande.

Voltando a falar sobre a tal revitalização do Mercado Central publicizada pela atual administração, o que encontramos ali, pasmem, os senhores, foi apenas o terreno onde antes era erguido o prédio da administração central daquele logradouro municipal.

Na ocasião, conversarmos com o presidente da Associação dos Feirantes do Mercado Central, o líder comunitário, Cícero Pereira Rodrigues. Ao se referir sinteticamente sobre os problemas do local, lembrou que a cada dia aquele logradouro público fica mais difícil para o desempenho das atividades dos comerciantes instalados.

Segundo ele, os problemas começam desde a invasão de ambulantes e comerciantes não cadastrados no local, que invadem o local com carroças lotadas de mercadorias, parando em qualquer lugar, até aqueles que escolhem qualquer espaço para colocar no chão, mercadorias, notadamente verduras e frutas, sem que haja a mínima fiscalização por parte do poder público municipal.

Por fim, Cícero Pereira lembrou, que a administração central, como se encontram, se constitui em um “bomba chiando”, no que diz respeito a um possível incêndio de grandes proporções que possa vir a ocorrer no local, já que estruturado como está, o Corpo de Bombeiros não teria acesso para debelar as chamas.

Segundo o líder sindical os problemas do Mercado Central são bastante relevantes. E necessário se faz que a administração municipal ascultem urgentemente os comerciantes do local no sentido de que haja uma solução para os problemas.

16 de mar. de 2012

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Segundo pior índice de desempenho na saúde

Artur Almeida

De conformidade com dados publicados recentemente pelo Ministério da Saúde, Campina Grande tem o segundo pior Índice de Desempenho do SUS (IDISUS), entre os municípios da região Nordeste no grupo 2.

Índice elaborado pelo Ministério da Saúde revela que somente 1,9% da população brasileira vive nos 347 municípios cujos serviços públicos de saúde têm notas acima de 7,0.

Ainda de acordo dados do governo, a parcela dos que têm os melhores serviços públicos, é menor que a dos 5,7 milhões de brasileiros que vivem nas 132 cidades com os piores serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), isto é, com notas inferiores a 3,9. A média nacional resultante do índice é 5,4.

Campina Grande tem nota 5,08, perdendo para Arapiraca, em Alagoas, que tem nota 6,67; ganhando para Caruaru, em Pernambuco, que tem nota 4,6; perdendo para Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, que tem nota 5,31; perdendo para Mossoró, no Rio Grande do Norte, que tem nota 5,09; e, perdendo para Sobral, no Ceará, que tem nota 6,38.

Com pontuação que vai de 0 a 10, as aferições levaram em conta dados sobre saúde básica, ambulatorial, hospitalar e de emergência repassados pelos municípios a bases de dados nacionais (IBGE, Ipea, entre outros) entre 2008 e 2010.

Ao gerar a nota, o ministério leva em conta o acesso aos serviços do SUS e se esses serviços são prestados em sua totalidade. Esses critérios, ponderados, resultam na nota final.

Sucateamento
Vale lembrar, que outrora, a rede hospitalar campinense servia de referência não só para o Nordeste, como para o Brasil. Entendemos que o sucateamento da saúde em Campina Grande passa principalmente pela má distribuição dos recursos oriundos do SUS.

Diante disso, vários hospitais campinenses fecharam suas portas nos últimos anos, a exemplo da Mater Dei, a Samic (considerado à época “Hospital Amigo da Criança”, Hospital João Ribeiro, Hospital Central. Atualmente, o Hospital Dr. Edglay está passando por várias dificuldades em razão da falta de apoio da administração municipal.

A má gestão de recursos por parte dos municípios vem levando o Ministério da Saúde a suspender repasses financeiros para o setor. Ano passado, o governo suspendeu o repasse de verbas vários municípios brasileiros. A medida faz parte da ação de fiscalização e transparência sobre aplicação dos recursos da Atenção Básica. Isso ocorre sempre que Ministério da Saúde identifica irregularidades por parte das Secretarias Municipais de Saúde, responsáveis diretamente pela execução dos programas.

8 de mar. de 2012

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