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Açude Velho: mais que beleza, potencial para cultura, esportes e turismo

Artur Almeida

Na postagem de ontem, destacamos a necessidade urgente de se reconhecer, com ações efetivas e expressivas, a grande importância do Açude Velho como cartão-postal, espaço de lazer e cultura e berço da história de Campina Grande, otimizando cada uma destas características para uma maior e melhor exploração daquele espaço, em benefício dos campinenses e como ferramenta turística.

O Açude Velho tem vocação natural para servir de ambiente cultural. O Monumento aos Pioneiros, homenagem aos “pais” de Campina, é uma peça belíssima, cenário magnífico para um registro fotográfico, sobretudo no amanhecer ou no por do sol. À noite, emoldurado por uma boa iluminação, é um convite a uma visita e a uma foto. Mas, até mesmo muitos campinenses desconhecem a história em torno daquele símbolo. Um porém que poderia ser resolvido com uma ação simples: uma placa, em local que não interferisse na paisagem.

Boas ideias merecem ser repetidas. As imagens de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro são um sucesso. Deveria haver outras ao redor do Açude. Evidentemente não tantas a ponto de “poluir” o ambiente. Marinês e Sivuca, por exemplo, também mereciam a homenagem. Seria bonito, culturalmente relevante e enriqueceria ainda mais o cenário. O velho reservatório também poderia ser palco de eventos culturais, como peças ao ar livre, apresentações musicais, recitais e outras celebrações.

Também pode e deve ser palco de eventos esportivos. Devidamente tratadas, aquelas águas serviriam para a realização de competições, como, por exemplo, canoagem, e a área do entorno para atletismo e outras promoções esportivas, inclusive competições expressivas, que atraíssem concorrentes de fora da cidade e do estado, gerando uma mídia espontânea e inserindo Campina Grande na agenda dos eventos esportivos.

Algumas destas ações, inclusive, poderiam ser estendidas ao Açude de Bodocongó e ao parque do Açude Novo. Em suma, é preciso ter vontade e capacidade para potencializar o aproveitamento de uma riqueza histórica da Rainha da Borborema.

19 de jan. de 2012

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Açude Velho: berço da história, cenário a ser preservado e aproveitado

Artur Almeida

O Açude Velho é o palco do nascimento de Campina Grande. O reservatório pode ser considerado, portanto, uma espécie de testemunha privilegiada de toda a trajetória da nossa cidade. É também nosso cartão-postal, adornado pelo nascer ou pelo por do sol. Lá está o Monumento aos Pioneiros, verdadeira identidade campinense. Lá estão Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, eternizados no cenário da Rainha da Borborema.

Além disso, os calçadões do Açude Velho são um espaço de lazer para ciclistas e pessoas que fazem caminhadas e corridas, e nas suas imediações está o Parque da Criança e alguns dos bares e restaurantes mais freqüentados da cidade. Por tudo isso, nosso cartão postal merece uma maior atenção da parte da gestão pública.

Pelo que já foi relacionado, é evidente o potencial cultural, urbanístico e turístico do nosso Açude. Um potencial que, apesar de evidente, é subaproveitado. Profundamente subaproveitado. Antes de mais nada, o reservatório precisa, urgentemente, de um tratamento que o despolua. Hoje, as águas são imundas, exalam um odor terrível, num contraponto lamentável ao conjunto daquele cenário.

É necessário, ainda, impedir que estabelecimentos da área ocupem espaços indevidos, e combater com rigor a poluição sonora. A segurança é outro ponto problemático, já que os casos de assaltos são freqüentes e não é difícil se deparar com pessoas consumindo drogas em alguns pontos.

A estratégia, nesse caso, seria tentar firmar uma parceria com a Polícia Militar para um policiamento mais eficiente, além da instalação de um posto da Guarda Municipal, com agentes circulando pelo local dia e noite, e da implantação do monitoramento eletrônico.

O fundamental é tornar o Açude Velho um local seguro, confortável, um ambiente familiar, que seja atrativo para as famílias campinenses e também para turistas. Há algumas ações para otimizar o aproveitamento do nosso cartão-postal como cenário cultural e esportivo. Mas, isso fica para uma próxima postagem.

18 de jan. de 2012

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Numa afronta à lei e aos cidadãos, campanha já está nas ruas

Artur Almeida

De acordo com as normas do TSE, a campanha de rua com vistas às eleições de outubro só estará liberada em julho (dia 06), e a propaganda no rádio e na televisão (o popular guia), somente em 21 de agosto. Ou seja, falta muito ainda. Isso, infelizmente, na teoria, na letra fria da lei, cujo teor é completamente ignorado por alguns grupos de poder que, valendo-se da estrutura e da máquina públicas, já iniciaram a campanha 2012.

É escandaloso o que se assiste atualmente em Campina Grande, sob as barbas da justiça, numa afronta aos preceitos éticos, morais, legais e num verdadeiro escárnio ao povo, tratado mais uma vez como mera massa de manobra. É gritante o uso da coisa pública para promoção de apadrinhados. É explícito o uso da mídia para massificação de pré-candidatos. É notória a pressa neste ano para se “resolver” problemas que foram tratados com indiferença durante anos.

E, um detalhe importante: isso não é de hoje, nem foi inventado pelos agentes que estão agora no poder, embora tais práticas estejam, atualmente, ainda mais explícitas, certamente sob a motivação de uma indisfarçável sensação de impunidade. O mais impressionante é que até mesmo nomes que se apresentam buscando o status de terceira via já dão sinais de incorrerem nas mesmas práticas – cada um segundo a estrutura que dispõe.

Há duas formas de se combater essa imoralidade. A primeira, uma resposta eficaz da Justiça, através da ação fiscalizadora do Ministério Público, apurando denúncias, investigando manobras eleitoreiras, levando infratores a julgamento, para que se intimidem ante a força da lei. Para tanto, claro, o esforço do MP deve ter a acolhida dos magistrados. Em suma, a justiça precisa se estabelecer, se não pode cair em descrédito.

Todavia, não há arma mais eficiente que a rejeição do cidadão. Todos precisamos manter os olhos abertos, nos opondo veementemente ao uso da máquina como instrumento promocional de candidatos, percebendo que o volume de obras e ações aumenta consideravelmente em ano eleitoral, duvidando de tudo o que se vê, se ouve e se lê, e dizendo “não” aos políticos que tentam, de todos os modos, nos impor as suas vontades. Pense que não quem quiser, mas Campina é uma cidade livre!

17 de jan. de 2012

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Eleição não pode ser um jogo de cartas marcadas

Artur Almeida

Com a aproximação das eleições de outubro, apontando o calendário que estamos agora a seis meses das convenções, aumenta o frenesi dos tradicionais grupos políticos, que há cerca de quatro décadas comandam com mão de ferro os destinos de Campina Grande, e é mesmo nítido os movimentos por eles perpetrados no intuito de inviabilizar prováveis candidaturas que ameaçam a polarização mantida intocável até hoje. Para tanto, usam de todos os artifícios possíveis.

Isso acontece porque há um nítido desgaste das forças tradicionais perante a opinião pública campinense, que cada vez mais tem percebido que o revezamento restrito a dois grupos que se engalfinham pelo poder faz mal à cidade, muito mal. Além disso, estes mesmos grupos dão sinais de esgotamento, por conta do seu próprio hermetismo interno, ou seja, pela centralização do controle em poucas mãos (normalmente numa família), impedindo o surgimento de novas lideranças.

Tudo isso, somado a outros fatores, tem ligado o sinal de alerta entre as tradicionais lideranças políticas da cidade, mas, ao contrário do que seria sensato e mesmo positivo, estas figuras não parecem dispostas a mudar de postura. Daí as manobras renovadas, daí os excessos cada vez mais impressionantes, numa evidência clara de que, para alguns, a luta pelo poder não respeita limites.

Para muitos, é impossível que essa polarização seja quebrada. Não haveria como se derrotar o poderio econômico ou superar as muralhas das velhas tradições. Contudo, não pensamos assim. É preciso ler nas entrelinhas, perceber o sentimento do povo. E, mais que isso, é preciso ter disposição para a luta, apresentar-se como agente da história, e não apenas mero expectador.

Toda revolução tem seu tempo e nenhuma delas se prenuncia explicitamente. Campina Grande precisa e, cedo ou tarde, vai escrever sua própria revolução, rompendo esse ciclo que não nos faz bem. E o fará porque tem que ser feito, porque não é mais suportável que permaneça como está.

11 de jan. de 2012

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Lixo: um debate que não pode ser enterrado

Artur Almeida

O ano terminou e outro começou e uma grande controvérsia se espalha por Campina Grande e arredores, apesar de figuras ligadas à gestão municipal se ressentirem do debate suscitado, tentando enterrar a discussão, desviar o foco do que é mais importante e, como sempre, buscando desqualificar e atacar que ouse apresentar ponderações às decisões palacianas.

Nem de longe é nossa intenção provocar polêmicas ou entrar em querelas partidárias. Menos ainda trocar farpas políticas ou pessoais. Por outro lado, não podemos abrir mão do sagrado direito de pensar e do democrático direito de questionar e apresentar objeções quando julgarmos necessário.

Na semana passada, durante entrevista à Rádio Caturité, ao questionarmos o montante que a Prefeitura de Campina Grande pagará pelo aterro de lixo em Puxinanã, fomos surpreendidos com a intervenção irritadíssima do coordenador de comunicação da prefeitura, que se disse estarrecido com nosso “desconhecimento” sobre a matéria.

Tendo em mãos o mensário da Prefeitura de Puxinanã, onde constava cópia do contrato do lixo, fizemos algumas contas em torno do valor de R$ 32,98 que o contribuinte campinense terá que arcar por tonelada de lixo depositado no aterro. O auxiliar do prefeito, mostrando-se chocado, disse que o valor era, na verdade, de 32 centavos, uma grande diferença.

Eis, em anexo (clique AQUI para acessar), cópia do documento, que confirma – como o faria em seguida todo o staff da PMCG e como toda Campina já sabe – o triste papel promovido pelo coordenador, em uma emissora de rádio, na ânsia de desmoralizar quem questione o poder municipal e comprovando o desconhecimento que paira sobre essa matéria.

Acontece que, em Campina Grande, já não são mais os fatos que importam, mas as versões. Só que isso precisa acabar.

Em breve, considerações de ordem econômica (e social) a respeito desse tema, um debate em torno do qual toda a sociedade campinense tem o direito e mesmo o dever de participar.

10 de jan. de 2012

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2012 chegou! É tempo de vigiar

Artur Almeida

Finalmente, estamos em 2012, um ano que promete. Ainda em outubro de 2010, nem bem terminava um processo eleitoral tumultuado e os olhos já se voltavam para o pleito que se aproxima. Aliás, é mais uma marca, mais uma nota digna de lamento na política paraibana: na prática, é como se não existisse ano pré-eleitoral, porque os políticos profissionais parecem viver sempre em campanha.

Agora, estando ainda a dez meses do primeiro turno das eleições municipais, alguns já pensam, falam e praticamente se lançam candidatos para 2014. E essa campanha sem fim, essa guerra eleitoral violenta, esse clima pesado, esse confronto contínuo entre representantes públicos, tudo isso faz um mal tremendo a nossa já sofrida Paraíba, tudo isso trabalha contra o desenvolvimento do nosso estado e da nossa cidade.

Mas, ano de eleição, como 2012, é tempo de vigiar. É tempo de ficar atento para a pressa na realização de obras e ações proteladas durante anos. Em Campina Grande, este é o caso do lixão, do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), do próprio hospital infantil que deve ser implantado com os recursos da venda do DTOG. O mesmo em relação às reformas de prédios públicos, a manutenção de vias.

Na velha política que se pratica em nosso estado, obras são “guardadas” para as vésperas das eleições, na tentativa de fisgar o eleitor. Um procedimento lamentável, tanto pelo engodo que engendra contra a população, quanto pelo fato de que um benefício acaba sendo retardado, para prejuízo dos mais humildes, a fim de ser implementado apenas neste período.

Isso precisa acabar. E só tem um jeito: o eleitor ficar mais atento, notar quando ações públicas são nitidamente eleitoreiras, e repudiar essas práticas. E as pessoas estão realmente ficando mais atentas a certos estratagemas, até pelo seu uso contínuo por parte dos grupos que controlam o poder há décadas. O povo fica cada vez mais escolado, e isso é bom. Afinal, é tempo de vigiar.

2 de jan. de 2012

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