Nossas duas últimas postagens mexeram numa ferida aberta e ardida de Campina Grande: a indústria das multas de trânsito. Como sempre, há aqueles – ligados ao poder – que não gostam nadinha e reagem desequilibradamente porque a crítica provoca a discussão de um sério problema da nossa cidade e, como já dissemos outrora, tentar discutir os problemas de Campina é desagradar profundamente quem não quer e não sabe debater, preferindo atacar, desqualificar.
Quem leu as duas publicações sem as reservas de um interesse pessoal ferido, todavia, sabe que a questão abordada é tema cotidiano dos campinenses, indignados por um trânsito carente de uma gerência mais efetiva e por uma indústria de multas que atormenta a cidade. Ficou claro, também, que não criamos ou distorcemos nada. Pelo contrário. No último texto, trouxemos, inclusive, o testemunho isento e respeitável de uma sentença prolatada por um douto magistrado.
Não adianta brigar com a verdade. Os fatos que temos abordado neste espaço são temas que estão, cotidianamente, na boca do povo. Tentar desqualificar a abordagem destes fatos é, simplesmente, ir contra os campinenses que, ao contrário do que alguns parecem acreditar, não são autômatos manipuláveis por propagandas, influenciáveis por peças publicitárias que mostram uma realidade colorida bem diferente da realidade das ruas.
Reiteramos a sensação popular, já corroborada até pela justiça, da existência de uma indústria de multas no município. Em nenhum momento, porém, direcionamos ataques a governantes nem auxiliares a respeito deste tema, porque as responsabilidades específicas só a justiça poderá apurar – e porque atacar pessoas não faz parte do nosso caráter nem agrega valor algum à discussão.
Todavia, é evidente que os problemas e eventuais distorções que afetam uma cidade estão dentro do campo de atuação (e de responsabilidade) da gestão municipal, que deveria ouvir o reclame popular e provocar a apuração destas queixas, ao invés de se ressentir, desqualificar a discussão e jogar o problema para debaixo do tapete. O problema existe. O povo sabe. E, repitamos, não adianta brigar com a verdade.




















