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Segundo pior índice de desempenho na saúde

Artur Almeida

De conformidade com dados publicados recentemente pelo Ministério da Saúde, Campina Grande tem o segundo pior Índice de Desempenho do SUS (IDISUS), entre os municípios da região Nordeste no grupo 2.

Índice elaborado pelo Ministério da Saúde revela que somente 1,9% da população brasileira vive nos 347 municípios cujos serviços públicos de saúde têm notas acima de 7,0.

Ainda de acordo dados do governo, a parcela dos que têm os melhores serviços públicos, é menor que a dos 5,7 milhões de brasileiros que vivem nas 132 cidades com os piores serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), isto é, com notas inferiores a 3,9. A média nacional resultante do índice é 5,4.

Campina Grande tem nota 5,08, perdendo para Arapiraca, em Alagoas, que tem nota 6,67; ganhando para Caruaru, em Pernambuco, que tem nota 4,6; perdendo para Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, que tem nota 5,31; perdendo para Mossoró, no Rio Grande do Norte, que tem nota 5,09; e, perdendo para Sobral, no Ceará, que tem nota 6,38.

Com pontuação que vai de 0 a 10, as aferições levaram em conta dados sobre saúde básica, ambulatorial, hospitalar e de emergência repassados pelos municípios a bases de dados nacionais (IBGE, Ipea, entre outros) entre 2008 e 2010.

Ao gerar a nota, o ministério leva em conta o acesso aos serviços do SUS e se esses serviços são prestados em sua totalidade. Esses critérios, ponderados, resultam na nota final.

Sucateamento
Vale lembrar, que outrora, a rede hospitalar campinense servia de referência não só para o Nordeste, como para o Brasil. Entendemos que o sucateamento da saúde em Campina Grande passa principalmente pela má distribuição dos recursos oriundos do SUS.

Diante disso, vários hospitais campinenses fecharam suas portas nos últimos anos, a exemplo da Mater Dei, a Samic (considerado à época “Hospital Amigo da Criança”, Hospital João Ribeiro, Hospital Central. Atualmente, o Hospital Dr. Edglay está passando por várias dificuldades em razão da falta de apoio da administração municipal.

A má gestão de recursos por parte dos municípios vem levando o Ministério da Saúde a suspender repasses financeiros para o setor. Ano passado, o governo suspendeu o repasse de verbas vários municípios brasileiros. A medida faz parte da ação de fiscalização e transparência sobre aplicação dos recursos da Atenção Básica. Isso ocorre sempre que Ministério da Saúde identifica irregularidades por parte das Secretarias Municipais de Saúde, responsáveis diretamente pela execução dos programas.

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