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Artur Almeida denuncia descaso das autoridades com o bairro do Mutirão

Artur Almeida

Alinhado com os problemas da cidade, o candidato do PTB, Artur Almeida, tem caminhado pelos bairros da cidade. Segundo ele , O Mutirão, um dos bairros mais pobres de Campina Grande, sofre há anos com o descaso das autoridades públicas.

Localizado na parte Sudoeste da cidade, o local conta apenas com duas ruas pavimentadas. E apenas com uma linha de ônibus, a mesma que serve ao bairro do Serrotão e o Distrito de São José da Mata. Além disso, a população não conta com esgoto sanitário. Alí os dejetos são jogados na rua a céu aberto.

Em vista deste descaso do poder público às doenças de peles e as oportunistas, como desidratação e diarréias que atacam os moradores, notadamente as crianças que em razão da inexistência de uma área de lazer, brincam na rua. 

Com isso o local mais procurado pela população é o posto do Programa de Saúde da Família (PSF), cuja equipe se torna pequena para atender a grande demanda. Esse serviço, inclusive, é o único oferecido pelo poder público àquela abandonada população. 

Além de todos estes problemas estruturais, a população é obrigada a conviver com a grande violência que ali impera. Recentemente o bairro foi ocupado por 300 policiais civis e militares com o objetivo de evitar a atuação de traficantes de drogas e a ocorrência de homicídios. 

Contudo, apesar de ser considerado um bairro violento não existe no local, sequer, um posto policial, que dirá uma Unidade de Polícia Pacificadora na comunidade. Em resumo esse é o cotidiano da população do Mutirão: o desprezo das autoridades públicas que só aparecem no local de quatro em quatro anos à cata de votos.

Lixão 
Artur Almeida, lembra, que grande parte dos moradores do Mutirão, tinha como de renda o Lixão de Campina que se localizava próximo ao local, e agora por opção da administração municipal foi remanejado para o município de Puxinanã. Para isso, a Prefeitura paga mensalmente a empresa, cerca de R$ 400 mil.

Ocorre que parte da população local que vivia da reciclagem do lixo, está sem renda desde o fechamento do lixão. Antes cada família chegava a ganhar cerca de um salário mínimo. Hoje vive apenas com R$ 100 e uma cesta básica, através da Secretaria de Ação Social. Vale salientar que muitas famílias não estão sequer recebendo este auxílio.

19/7/2012
ASCOM

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