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Lixo: um debate que não pode ser enterrado

Artur Almeida

O ano terminou e outro começou e uma grande controvérsia se espalha por Campina Grande e arredores, apesar de figuras ligadas à gestão municipal se ressentirem do debate suscitado, tentando enterrar a discussão, desviar o foco do que é mais importante e, como sempre, buscando desqualificar e atacar que ouse apresentar ponderações às decisões palacianas.

Nem de longe é nossa intenção provocar polêmicas ou entrar em querelas partidárias. Menos ainda trocar farpas políticas ou pessoais. Por outro lado, não podemos abrir mão do sagrado direito de pensar e do democrático direito de questionar e apresentar objeções quando julgarmos necessário.

Na semana passada, durante entrevista à Rádio Caturité, ao questionarmos o montante que a Prefeitura de Campina Grande pagará pelo aterro de lixo em Puxinanã, fomos surpreendidos com a intervenção irritadíssima do coordenador de comunicação da prefeitura, que se disse estarrecido com nosso “desconhecimento” sobre a matéria.

Tendo em mãos o mensário da Prefeitura de Puxinanã, onde constava cópia do contrato do lixo, fizemos algumas contas em torno do valor de R$ 32,98 que o contribuinte campinense terá que arcar por tonelada de lixo depositado no aterro. O auxiliar do prefeito, mostrando-se chocado, disse que o valor era, na verdade, de 32 centavos, uma grande diferença.

Eis, em anexo (clique AQUI para acessar), cópia do documento, que confirma – como o faria em seguida todo o staff da PMCG e como toda Campina já sabe – o triste papel promovido pelo coordenador, em uma emissora de rádio, na ânsia de desmoralizar quem questione o poder municipal e comprovando o desconhecimento que paira sobre essa matéria.

Acontece que, em Campina Grande, já não são mais os fatos que importam, mas as versões. Só que isso precisa acabar.

Em breve, considerações de ordem econômica (e social) a respeito desse tema, um debate em torno do qual toda a sociedade campinense tem o direito e mesmo o dever de participar.

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