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Falta de investimentos e guerra política: atraso ao progresso de Campina Grande

Artur Almeida

Na postagem da sexta-feira passada, apresentamos números que mostram que, nos últimos quarenta anos, Campina Grande vem crescendo menos, em termos populacionais, que outras cidades nordestinas, reflexo da redução na marcha de crescimento econômico da Rainha da Borborema. Ficou no ar a pergunta: por que isso está acontecendo?

Como dissemos, se uma cidade não está tendo um crescimento populacional adequado para os padrões de desenvolvimento de uma região como um todo, há algum problema interno grave que precisa ser visto. Pois bem. Acontece que os investimentos que Campina Grande tem recebido são, basicamente, oriundos da iniciativa privada. Quais são as obras estruturantes de verdade que foram feitas na cidade nos últimos dez anos?

A última obra de porte foi o Canal de Bodocongó, e que, mesmo assim, não é uma obra acabada, e está paralisada há quase dez anos. O canal chegou até o giradouro da Avenida Floriano Peixoto e parou.

Ora, um município não pode se dar ao luxo de passar dez anos sem obras vultosas, parado no tempo e no espaço, apenas discutindo recapeamento, tapa-buracos e outras ações de pequeno e médio porte, que são intervenções importantes, claro, mas pequenas demais para uma cidade do porte de Campina Grande.

Ao invés de termos, em nossas pautas, obras estruturantes, ações que gerem mudanças amplas e efetivas, somos chamados a comemorar, com festança, a reforma de um posto de saúde, o recapeamento de uma rua. Isso é muito pequeno para uma cidade grande.

Além disso, há, ainda, a briga política incessante que transforma nossa terra em um palco de campanhas eleitorais sem fim. Diante desse ambiente, não se governa planejando o futuro, porque os gestores passam a só se preocupar com o presente, com os dividendos políticos que possam colher com o poder. Não há projetos de longo prazo, não existe continuidade administrativa.

Campina continua grande, mas pela força do seu povo. E esse povo precisa começar a rejeitar a política pequena que há muito nos rege, do contrário, assistiremos a cidades que outrora não podiam sequer ser comparadas à Rainha da Borborema nos ultrapassando. Em palavras diretas, vamos ficar para trás.

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