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Índices populacionais evidenciam: Campina cresce menos que cidades do mesmo porte no NE

Artur Almeida

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O principal fator para o aumento da população de um país está na diferença entre o número de nascimentos e de óbitos, o chamado crescimento vegetativo. Normalmente, a capacidade de procriação humana é superior ao índice de mortes e, assim, os países crescem. Na atualidade, para a maioria das nações, os processos de imigração e emigração em relação a outros países muito pouco influem nos registros demográficos.

No caso dos índices populacionais das cidades e dos estados, essa matemática é diferente. Há um trânsito incessante de gente de estado para estado, de cidade para cidade, procurando, primariamente, o melhor lugar para, nele se estabelecendo, poder trabalhar, empreender, garantir o sustento da família, melhorar de vida. Não é por acaso que os maiores centros financeiros do país são os que registram maior densidade populacional. O raciocínio é bem lógico.

Logo, o crescimento da população de uma cidade é um indicador claro e relevante do seu nível de desenvolvimento econômica. Claro que o inchaço urbano exagerado provoca múltiplos problemas, mas, nosso foco é na evolução demográfica como evidência do crescimento econômico das urbes. Feito o preâmbulo, vamos conferir alguns dados referentes a sete cidades de porte médio do interior nordestino: Arapiraca (AL), Vitória da Conquista (BA), Petrolina (PE), Juazeiro do Norte (CE), Juazeiro (BA), Caruaru (PE) e Feira de Santana (BA).

De 1970 para cá, todas estas cidades tiveram crescimento populacional e econômico, além do melhoramento dos índices sociais, percentualmente superiores aos índices de Campina Grande.

Feira de Santana, em 1970, tinha 8 mil habitantes a menos que Campina; hoje, tem 170 mil a mais. No mesmo período de quarenta anos, a população do Juazeiro do Norte aumentou em 160%, a de Caruaru em 121%, a de Vitória da Conquista em 144%, a de Arapiraca em 127%, a do Juazeiro em 221% e a de Petrolina, em vigoroso processo de crescimento, em 380%. E Campina Grande? Apenas 97%.

Encurtando o período para os últimos dez anos, a diferença também fica evidente. Entre 2000 e 2010, o aumento populacional foi de 16% em Feira de Santana, 18% no Juazeiro do Norte, 17% em Vitória da Conquista, 15% em Arapiraca, 13% em Juazeiro da Bahia e 35% em Petrolina. E Campina Grande? Apenas 8%. Em números absolutos, em uma década, Caruaru aumentou sua população em 65 mil habitantes, enquanto Campina, no mesmo período, cresceu 20 mil.

Qual a explicação para estes números? Se uma cidade não está tendo um crescimento populacional adequado para os padrões de desenvolvimento de uma região como um todo, há algum problema interno grave que precisa ser visto. E é isso que vamos analisar na próxima postagem, na segunda-feira. Por ora, ficam esses números, para nossa reflexão no fim de semana.

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