Acredito na capacidade de discernimento e na politização do povo campinense. Nossa gente tem uma consciência muito correta de como deve agir. A eleição do ano passado foi mais uma demonstração dessa realidade. Campina Grande foi uma cidade em que, no primeiro turno, José Serra ganhou. O tucano teve 91.227 votos, contra 57.841 da petista Dilma Rousseff.
Muita gente pode dizer que Serra ganhou porque era apoiado pelo ex-governador Cássio Cunha Lima, porém, mesmo que a gente viesse a dar por verdadeiro esse entendimento, convém questionar: quem apoiou Marina Silva, então no PV? Sim, porque o segundo lugar na Rainha da Borborema não foi de Dilma, foi de Marina, que somou 61.044 sufrágios.
A verdade é que ninguém, entre os caciques da política local, apoiou Marina Silva, e ela simplesmente venceu a candidata do presidente Lula, que, além do mais, disputava o apoio de quase todos os caciques locais.
Isso evidencia como esta cidade tem um perfil diferenciado, como ela vem, a cada eleição, sobretudo mais recentemente, evoluindo em termos de consciência e de politização. E a possibilidade de termos várias candidaturas em 2012 só tende a fortalecer ainda mais esse processo. Se Campina Grande fosse às urnas amarrada às indicações dos mandachuvas partidários, no pleito presidencial a candidata do PV teria tido uma votação pífia.
Até porque, além de não contar com o apoio de nenhuma liderança de peso, Marina teve uma campanha de pouca estrutura, com um pequeno espaço de tempo no guia eleitoral. A aposta da candidata era em abocanhar o eleitor mais politizado, além daquele segmento que está cansado da mesmice, da perpetuação do poder nas mãos de determinados blocos, aquele eleitor que entende a importância da renovação, da mudança.
E Campina Grande efetivamente correspondeu. Se dependesse dos campinenses, Marina teria ido para o segundo turno. E isso pode se repetir em 2012.







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