Durante o programa “Temas em Debate”, na Rádio Cidade AM, fui questionado se Campina Grande teria hoje espaços que possam ser usados para novas arcas. Minha resposta: Se não há esses espaços, precisam ser criados. Afinal de contas, é preciso que se dê uma solução para o caso dos ambulantes, e a melhor solução é colocar esses trabalhadores em um determinado ponto, onde possam desenvolver suas atividades, garantir a renda para sustento das suas famílias, sem comprometer o ordenamento no Centro com pessoas comercializando sem qualquer organização, nas ruas, ocupando o passeio público. É preciso que todos entendam que esse desordenamento é prejudicial para toda a cidade. Perde todo mundo. Afeta o comércio, reduzindo as vendas, o que, por sua vez, faz com que caia a arrecadação, e, quando cai a arrecadação, o estado fica sem recursos para investir nas políticas públicas. Ou seja, cria-se um círculo vicioso, em que ninguém ganha e todo mundo sai perdendo.
Cada vez mais é fundamental estimularmos e praticarmos o pensamento de forma coletiva, sem receio de confrontar o interesse específico de um segmento. A prioridade deve ser atender ao interesse geral, o interesse da cidade.
Quando fui presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande, defendi o projeto do chamado “Shopping a céu aberto”. Depois, infelizmente, a ideia acabou perdendo força e se deixou de falar do assunto. Naquela época, os empresários do Centro estavam numa situação bem melhor à que se vê hoje, e faltou a visão para enxergar um pouco além.
Àquela época, alertávamos: “Vocês estão achando que não há necessidade de se discutir essa questão pelo bom momento presente. Mas, se não for feito nada, vai haver uma deterioração e conseqüente prejuízo no futuro”. Infelizmente, foi o que aconteceu.
É necessário planejamento, trabalho, cooperação e ordenamento, do contrário acabaremos transformando a cidade toda numa espécie de feira livre. É preciso dar a garantia do pai de família de trabalhar, mas, dentro de uma organização que não prejudique a coletividade. E isso é possível.






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