Lorem ipsum dolor sit amet

Professores reclamam dos baixos salários e são rebatidos com agressividade em Campina

Artur Almeida

No fim de semana, dois professores e sindicalistas comentaram a realidade da educação na Paraíba e, mais especificamente, em Campina Grande, principalmente no que se refere à condição salarial da categoria. Sizenando Leal, que integra o Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Paraíba (Sintep) disse, em nota divulgada pela imprensa, que a atual gestão estadual mantém a mesma política das administrações passadas em relação ao magistério.

“No Estado, existem mais de 7 mil professores com contrato precário de trabalho. Com formação superior, recebem entre R$ 545 e R$ 775. Os professores efetivos com formação superior recebem abaixo de 2,5 salários mínimos. A situação piora quando os professores se aposentam”, comenta Sizenando. As declarações não foram rechaçadas pelo governo estadual.

O Sintab, que há muito diz que a prefeitura de Campina Grande pratica um dos piores salários de todo o estado, voltou a repetir a afirmação. Mas, como resposta para estas e outras denúncias, a direção do sindicato tem sido acusada pelo comando do executivo municipal de agir sob a influência de interesses políticos. Seja qual for a motivação da entidade, porém, a prefeitura jamais comprovou, com números, que a declaração sobre os vencimentos dos professores é falsa.

E Sizenando Leal, que faz duras críticas ao Governo do Estado, confirma o que diz o Sintab. “Os salários dos professores de Campina estão muito abaixo do que recebe um professor em Areial, Arara, Alagoa Nova, Esperança, Pocinhos, Massaranduba, Fagundes, Remígio, Patos, João pessoa e na maioria dos municípios pobres da Paraíba, onde chegam a receber em média 30% acima. Para qualquer cidade essa situação é vexatória, e é ainda mais para a cidade que se orgulha de ser pólo universitário e tecnológico – pagar R$ 854 para um professor de nível superior, abaixo do que recebe um professor de nível médio na maioria dos municípios da Paraíba”, afirma.

Pondo de lado as discussões e controvérsias, não é papel do chefe do poder executivo bater boca e, muito menos, tentar desqualificar e desmoralizar sindicalistas. Esse tipo de gesto deplorável, aliás, revela uma total falta de respeito para com a categoria, além da alarmante incapacidade de discutir civilizadamente com as entidades de classe. Quem governa precisa respeitar o contraditório, respeitar os servidores e saber suportar as cobranças e críticas.

0 comentários: