O calendário marca, neste sábado, 15 de outubro, mais um Dia do Professor. A data enseja renovadas discussões sobre os rumos da educação pública brasileira, mas, passado o evento, tudo segue o mesmo rumo do descaso, do desinteresse do poder público em mudar o cenário; os professores continuam com seus salários vergonhosos, os estudantes seguem freqüentando escolas obsoletas, sucateadas, sem infraestrutura adequada ou ferramentas pedagógicas elementares.
A educação está no topo dos segmentos essenciais de qualquer nação que busque o rumo do desenvolvimento e, diante da realidade brasileira, não há como se falar em melhorias, avanços lentos e graduais. É preciso um tratamento de choque, um esforço intensivo, concentrado, para que se produza uma verdadeira transformação. E, creiam, isso é possível.
A rede municipal atende aos primeiros anos da escolarização da criança. Trata-se, portanto, de formar a base do estudante, sobre a qual será construída toda a sua vida como aluno e, futuramente, suas escolhas e possibilidades profissionais. Hoje, o Brasil negligencia essa fase, além da etapa seguinte (últimos anos do ensino fundamental e o ensino médio) e, quando chega a hora do ingresso na universidade, reconhecendo a brutal deficiência do ensino pública, procura minimizar através das cotas.
Nosso país clama por uma ampla e profunda transformação na educação, e ao poder municipal cabe o primeiro passo. Os recursos chegam, e se a administração reduz despesas com áreas de menor importância – como a publicidade, que hoje consome vultosa soma dos recursos públicos – é possível à prefeitura investir naquilo que é essencial: ensino de qualidade e em tempo integral.
E tudo isso começa pela valorização do professor, que, atualmente, enfrenta uma dura e lamentável realidade. Sobre esse aspecto, ninguém melhor que a própria categoria para prestar testemunho, como fez a professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, no vídeo abaixo – um dos mais acessados da internet neste ano. Provavelmente, você já assistiu, mas, vale a pena – realmente – ver de novo.
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