O Brasil gasta muito e gasta mal. Esta afirmação, que é uma espécie de lugar-comum entre os analistas do momento de nosso país, volta a ser objeto de um movimento nacional para a correção das distorções fiscais que, mais que preocupar os especialistas, representa uma ameaça às legítimas pretensões de desenvolvimento do país.
A sociedade brasileira contabiliza avanços inegáveis nas últimas décadas: venceu a inflação, estabilizou a economia, impôs um sistema de controles e de responsabilidade fiscal, ampliou o acesso de multidões ao consumo mínimo e estruturou os pilares para a deflagração do crescimento econômico com sustentabilidade.
Apesar desses avanços, o país não conseguiu vencer um de seus desafios mais complicados, que é o de desativar a armadilha fiscal representada por juros elevados, altos impostos e gastos públicos excessivos e crescentes.
Enquanto o país mantiver essa tríplice realidade, pois o modelo dela resultante mantém o crescimento médio do PIB em níveis baixos, sem gerar os empregos indispensáveis a absorver os jovens que estão chegando ao mercado e correndo riscos de gargalos fiscais como os que levaram a Grécia à recente bancarrota.
Foi para ajudar o país a desfazer esse nó que se lançou o Movimento Brasil Eficiente, congregando entidades empresariais e organizações da sociedade.
Paulo Rabello de Castro, um dos comandantes dessa iniciativa, coloca como objetivos do movimento e da sociedade a elevação da taxa de investimentos para pelo menos 25% do PIB nos próximos 10 anos, o corte da carga tributária e, assim, a garantia de um crescimento anual médio de 6% ao ano.
Enquanto o Brasil mantiver a tendência recente em relação aos gastos públicos, em especial quanto ao do funcionalismo, não poderá aspirar a um ritmo de desenvolvimento como apresentaram os Tigres Asiáticos na década passada ou como hoje ostentam China e Índia.
Trata-se de um desafio histórico. Estratégico para a nação brasileira.







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