A presidente Dilma Rousseff defendeu na última quinta-feira a adoção do regime de educação integral para alunos dos ensinos fundamental e médio em escolas públicas. Ela, que anunciou nesta quinta-feira a nova etapa de execução de creches e pré-escolas municipais, disse que a garantia das aulas em tempo prolongado permitiria, por exemplo, a capacitação de crianças em atividades esportivas.
"Queremos dar ao ensino médio e ao ensino fundamental, que é um outro compromisso nosso, tempo integral de educação. Para isso uma parte desse tempo será necessariamente a capacitação dos nossos estudantes para as atividades esportivas. Isso significa, portanto, que é um processo que tem a ver com todo esse esforço que MEC faz hoje para assegurar educação de qualidade das creches a pós-graduação", disse a presidente em solenidade no Palácio do Planalto, em Brasília.
(Fonte: Terra)
Opinião:
A defesa da educação em tempo integral pela presidente da República é uma boa notícia. No entanto, é preciso, urgentemente, passar do discurso à prática, afinal, para um país pobre, de educação profundamente deficitária, a educação em tempo integral desponta como uma das mais promissoras iniciativas.
Não se trata apenas de manter a criança na escola o dia inteiro, o que, por sinal, diante da falta de estrutura física da nossa rede pública, já seria um desafio. A grande tônica desse programa é oferecer, além do ensino tradicional, uma proposta pedagógica bem mais abrangente, que permita aos estudantes a prática cotidiana de atividades físicas e culturais e lhe ofereça maior assistência pedagógica. Além disso, outro aspecto fundamental: essas crianças passam a ter acesso a pelo menos três refeições diárias de qualidade.
Infelizmente, é impossível – sobretudo sem um maior suporte da União – a implantação do ensino em tempo integral em todas as escolas públicas municipais. No entanto, uma administração que priorize aquilo que deve ser priorizado e trabalhe com austeridade pode e deve viabilizar a implementação gradual desse sistema, cuja instalação deve atender, primeiro, as comunidades mais carentes.







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