No calçadao de Campina
Área que foi invadida
De tudo vende na feira
Vende pano de ferida
Feijão, bode e galinha
A bagunça é permitida
Tem o carrinho de CD
Vendendo o CD pirata
Debocis usando brinco
A sonoridade é alta
O fiscal não fiscaliza
Silêncio faz a falta
Tem até jogo de bicho
Perfume pra xangozeiro
Nesse local tem de tudo
Malandro e trapaceiro
E a feira do rebotalho
O mala quer é dinheiro
Cheira cola e engraxate
Perturbando o ambiente
Não respeitam o local
Incomodam muita gente
A limpesa é mal feita
E a sujeira é frequente
Agiota que empresta
Juro e vinte por cento
Quem vive de agiotagem
Faz ali seu aposento
Empresta grana a juro
E recebe no pagamento
Tem celular sem nota
Produtos do Paraguai
Rádio de pilha usado
Com a feira de mangai
A Justiça mandou sair
Mais o camelô não sai
Calçadão é no centro
É esse o cartão-postal
Na Rainha da Borborema
Se aproxima o Natal
Com esse mercado persa
O povo se sente mal.
Poesia de Carlos Melo







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