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Em Campina, é hora de prestar atenção no lixo

Artur Almeida

O ano de 2012 promete. Após sete anos, a atual gestão parece ter resolvido por em dia, no trecho final do mandato, várias ações e compromissos de campanha: VLT, fim do lixão, construção do centro administrativo. Nossa torcida – e a de todos os campinenses – é no sentido de que tudo dê certo, que esses projetos saiam realmente do papel, e que sejam executados dentro do prazo devido e (detalhe importantíssimo) sem ter a qualidade comprometida pela pressa.

É preciso prestar atenção nessa questão do lixo. Há muito a cidade empurra esse grave problema, deixando a solução sempre para amanhã. O atual prefeito se comprometeu a resolver, chegando a declarar em debate com empresários na Associação Comercial durante a campanha de 2008 que os recursos já estavam à mão para por termo ao depósito de lixo na Alça Sudoeste.

A solução, contudo, tardou, e teve um possível desfecho marcado para o início do ano eleitoral de 2012. A partir do dia 02, segundo a prefeitura, o lixão será desativado e os resíduos coletados em Campina Grande serão despejados no aterro sanitário da vizinha cidade de Puxinanã. Após o anúncio, o vereador Fernando Carvalho (ex-líder do prefeito na Câmara) criticou a decisão. Ele disse que foi construído um aterro em Campina por uma empresa, e que a opção por Puxinanã sairá mais cara.

Além disso, o aterro na cidade vizinha está envolvido em polêmicas e controvérsias ambientais, o que deixa no ar a incerteza sobre o futuro da destinação dos resíduos sólidos produzidos em Campina.

Também para a primeira semana de 2012, a prefeitura planeja lançar um milionário edital de limpeza pública. No valor de quase R$ 40 milhões, o contrato tem previsão de validade de 30 meses, o equivalente a dois anos e meio. Além do custo elevado, o detalhe que chama a atenção é que o mandato do atual prefeito acaba em 31/12/2012. Ou seja, o contrato a ser licitado valerá ainda por um ano e meio dentro do próximo governo.

Celebrar um contrato que vigorará até quase a metade do mandato de uma futura gestão é algo que deve ser fortemente questionado, criticado e rechaçado.

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