Uma reportagem do Diário da Borborema de domingo, assinada pelo colunista Lenildo Ferreira, trouxe uma revelação interessante: das quinze eleições diretas para prefeito de Campina Grande até hoje, em apenas três o mandatário conseguiu eleger seu sucessor. Conforme a reportagem, “só é possível apontar de fato três casos em que o prefeito conseguiu fazer seu sucessor: 01) Elpídio de Almeida elegendo Plínio Lemos em 1951; 02) Ronaldo Cunha Lima elegendo Cássio Cunha Lima em 1988; 03) Cássio elegendo Félix Araújo Filho em 1992”.
O texto lembra que “ter a máquina na mão ajuda, mas a história confirma que isso apenas não basta. Até porque se, por um lado, no papel de cabo eleitoral de luxo, o gestor usa os acertos da sua administração para promover o apadrinhado, por outro o desgaste e os desacertos naturais a qualquer governo – o que varia, claro, é o grau – acabam sendo um fator contrário”.
Realmente, se o eleitor campinense fizer um balanço de falhas e acertos não somente da atual gestão, mas das anteriores, vai perceber que, removida a vasta propaganda que há muito exibe uma Campina Grande bem diferente daquela que os campinenses conhecem na realidade do dia-a-dia, a cidade avançou bem menos do que deveria ter avançado. Em suma, embora cada um dos últimos governos tenham dado a sua contribuição, o balanço geral é negativo.
Uma das principais razões para isso é que mal os grupos que se alternam no poder chegam ao governo, já estão planejando a eleição seguinte. Não há um projeto administrativo que aponte perspectivas e imprima uma gestão focada no desenvolvimento da cidade a médio e longo prazo. O que prepondera, infelizmente, são os projetos de poder e, dentro deste prisma, a Rainha da Borborema também passa a ser tratada como um trampolim político.
Não dá para negar a influência dos grupos tradicionais, mas, há uma luz no fim do túnel: o eleitor campinense se mostra cada dia mais cansado desse rodízio de iguais no comando do executivo, essa mudança que não muda, porque não se muda sendo (e agindo) igual. E 2012 desponta como um ano de esperança, um ano em que nosso povo poderá renegar efetivamente as imposições de uns poucos que se julgam donos da vontade e da liberdade da nossa gente.







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