Com a chegada das festividades de fim e o conseqüente aquecimento das vendas, um grave problema da nossa cidade torna-se ainda mais perceptível e atormentador: o trânsito. Durante boa parte do dia, sobretudo no centro de Campina Grande, trafegar é um desafio e a certeza de boa dose de estresse. Estacionar, então, é quase uma missão impossível, ainda mais na Zona Azul.
Os motoristas podem perceber que o grande problema não é apenas o aumento exponencial do número de veículos, que tentam ocupar ao mesmo tempo as mesmas ruas de décadas atrás. O pior de tudo é a falta de controle, a falta de ordenamento do tráfego. Muita gente para em fila dupla, dirige irresponsavelmente, ignora as normas mais elementares do trânsito e não há qualquer controle mais rígido.
É possível percorrer inteiramente vias importantes da cidade sem se deparar com um único agente de trânsito. E é incomum ver algum deles ordenando o fluxo. Conforme já denunciamos em outras ocasiões – e os campinenses conhecem bem essa realidade – o foco do trabalho de fiscalização do trânsito em nossa cidade está nas multas. Lamentavelmente.
Falta uma gerência mais eficaz na Rainha da Borborema. E isso vem de longe, não é falha apenas da gestão atual. O trânsito em Campina parece ser relegado à própria sorte, com a interferência do município apenas em ações pontuais, isoladas e de pequena repercussão. Campina Grande carece urgentemente de um trabalho científico, realizado – evidentemente – por especialistas na área, e que desenvolva um amplo programa de planejamento e ajustes.
Ou isso é feito urgentemente ou o trânsito de Campina Grande caminhará para um colapso inevitável nos próximos anos – e quem dirige sabe que não há, nessa assertiva, qualquer exagero. À gestão pública cabe dar respostas, procurar saídas, e não apontar desculpas e fazer remendos, empurrando o problema para administrações futuras. E o trânsito é um dos grandes desafios da atualidade para a gestão campinense.







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