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Implantação do VLT não deve continuar ignorada. Mas, agilidade não pode ser sinônimo de pressa

Artur Almeida

Conforme comentamos no texto anterior, Campina Grande tem demanda e necessidade que justificam plenamente a chegada do Veículo Leve sobre Trilhos, e essa implantação não deve continuar sendo retardada. Por que tamanha urgência? Poderíamos apontar como razão suficiente aquilo que comentamos na primeira postagem sobre o tema: a deficiência do transporte público na cidade, e seus efeitos sobre o trânsito.

Os benefícios que esse novo sistema traria/trará para quem depende do transporte público compõem uma justificativa mais que plausível. Além de uma opção a mais para locomoção e de ser mais ágil que outros meios, por possuir sua via própria e exclusiva, o VLT tem capacidade de comportar um número bem maior de passageiros que um coletivo.

No processo de implantação do Metrô do Cariri, no Ceará, foi previsto que o veículo teria dois “carros”, com capacidade de transporte de 96 passageiros sentados e mais de 350 no total – e isso sem virar uma “lata de sardinha”. Já um veículo de quatro carros tem capacidade de transportar 208 passageiros sentados e 766 no total.

Outra razão para se agilizar essa discussão está no crescimento do número de edificações, sobretudo edifícios, fato que acaba reduzindo os espaços disponíveis para implantação do VLT. Quanto mais esperarmos, maior será a necessidade de adequação do projeto e, consequentemente, maior o número de desapropriações a serem realizadas, majorando os custos de instalação do sistema.

Por outro lado, é fundamental evitar que esse processo se dê de forma açodada, pela pressa freqüente aos tempos de pré-campanha que costuma reger, muitas vezes, as decisões dos gestores. É necessário discutir e agilizar as ações necessárias para planejar, definir e instalar o VLT, mas sem ignorar as precauções indispensáveis, como a definição de um percurso que otimize o serviço e a integração com outros meios, assegurando sua viabilidade a médio e longo prazo.

Enfim, como tudo que se refere à coisa pública, deve ser feito com agilidade, nunca com pressa descuidada.

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