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Combate à violência: esferas do poder público precisam ser parceiras

Artur Almeida

Os jornais trouxeram a informação. A Paraíba aparece entre os primeiros estados do Brasil num quesito profundamente lamentável. Somos, proporcionalmente, o segundo estado mais violento, segundo dados divulgados pela organização não governamental Fórum Brasileiro de Segurança Pública, numa parceria com o Ministério da Justiça. De acordo com a ONG, a Paraíba registra a segunda maior taxa de homicídios intencionais do país. Foram 38,2 assassinatos por grupo de 100 mil habitantes.

Os números foram referentes a 2010. Ainda de acordo com a entidade, a Paraíba ficou atrás apenas de Alagoas, cuja taxa é de 68,2 por grupo de 100 mil habitantes. No nosso estado, os números de homicídios saltaram de 1.176 em 2009 para 1.438 em 2010, ou seja, 262 vidas a mais ceifadas pela violência. Esse banho de sangue se reflete em todo o estado, inclusive Campina Grande, onde as taxas de homicídios aumentam ano após ano.

O assunto é muito sério e grave para que alguma esfera do poder público simplesmente lave as mãos, afirmando não ser da sua alçada lidar com o problema. A criminalidade crescente é uma das maiores aflições dos cidadãos, e a gestão pública não pode nem deve ignorar essa realidade. Vivemos um clima de guerra, em que o crime se organiza, devendo os governos se unirem e juntarem forças para o combate mais eficiente a este mal.

Tanto mais lamentável é a exploração política desta miséria. Logo após a divulgação dos dados, houve certos agentes partidários que, no afã de uma oposição sem limites ao Governo do Estado, cuidaram logo de detonar críticas contra o governante, e “denunciar” o descaso com a segurança pública... Aquele velho e lamentável discurso do “quanto pior, melhor”. Não cuidaram, porém, de saber que os dados são referentes ao ano passado, quando o governo era outro – aliado dos atuais críticos.

Ignorar e – pior ainda – politizar essa discussão são ações inaceitáveis. É preciso agir. Nesse sentido, o que pode fazer a gestão municipal, que não dispõem de recursos nem de incumbência constitucional que viabilize a busca de subsídios junto ao Governo Federal? A resposta fica para a próxima postagem. Mas, por ora, podemos dizer que só há uma coisa que não pode fazer: é fazer nada.

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