Há alguns meses, quando a crítica em relação à buraqueira que tomava conta da cidade virou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais, na mídia em geral e nas conversas entre amigos, a gestão municipal, esquivando-se, como de praxe, da responsabilidade, tratou de apontar o culpado pelo problema: as chuvas. E se a culpada pelos buracos era a chuva, a quem reclamar?
Na verdade, tal justificativa nunca colou, até porque os pontos que ficaram mais críticos após o início do inverno já eram, via de regra, áreas problemáticas. Ou seja, as águas só fizeram agravar o problema. E, agora, temos mais uma prova da fragilidade do argumento. As chuvas passaram, mas não são poucos os buracos que continuam infestando as ruas da Rainha da Borborema.
É verdade que alguns buracos já foram remendados, mas os que ainda esperam tratamento formam um índice relevante, a atormentar a vida dos motoristas e motociclistas. A operação tapa-buracos na cidade parece existir desordenadamente e sem planejamento – aliás, planejamento é algo realmente em falta por estas bandas. Pior: em algumas áreas que foram contempladas com a ação, os remendos já estão se desfazendo. É o caso da Avenida Floriano Peixoto, nas imediações do Meninão.
O poder municipal precisa estabelecer um serviço de manutenção de pequeno porte contínuo e ágil. A proliferação dos buracos complica o tráfego, danifica veículos e põe vidas em risco. A demora na resposta ao problema só complica o quadro. O buraco só faz aumentar – literalmente.
Para dar eficiência ao serviço, além de montar equipes ágeis, é preciso criar um canal de comunicação com a população. Hoje, as pessoas não sabem a quem se dirigir para informar a existência de buracos e também duvidam de uma resposta eficiente da prefeitura. (Aliás, essa sensação de não ter a quem reclamar se repete em diversas outras áreas na cidade.)
Ouvir os campinenses e prestar atenção às suas ponderações – inclusive sobre “meros” buracos – é uma iniciativa que deve permear a gestão municipal.







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