Em um dos debates das eleições 2008, um dos candidatos questionou o prefeito de Campina Grande, que disputava então a reeleição, sobre a origem de carne consumida na cidade, a multiplicação de abatedouros clandestinos e a inexistência de um local apropriado para o abate numa cidade do porte da nossa.
A resposta foi publicada no portal Paraíba1 em 26/09/2008: “Veneziano disse que este é apenas mais um dos problemas enfrentados pela atual gestão que foram herdados das administrações passadas. Ele disse que enfrentou problemas como saúde, educação e lixão, e o matadouro também foi pauta da atual gestão. Ele disse que a questão do matadouro passa por um plano diretor do meio ambiente, que vai definir políticos e ações públicas para o setor”.
Uma resposta que não respondeu. E, passados mais de três anos, o problema proposto durante o debate também não obteve resposta. A gestão municipal age como se esse problema simplesmente não existisse ou como se não fosse de sua responsabilidade se preocupar com ele e trabalhar para resolvê-lo.
Naquela ocasião, quando terminava seu primeiro mandato, o gestor recorreu ao argumento que mantém até hoje: tudo o que há de bom na cidade é mérito seu, enquanto todos os problemas são culpa das administrações passadas. Fechar o matadouro foi um grande erro, mas cabe a quem governa resolver.
Sendo assim, em maio passado, uma reportagem de capa do Diário da Borborema trouxe de volta a questão, em letras garrafais: “De onde vem a carne que consumimos?” A manchete era alarmante: “Cinquenta matadouros interditados em dois anos”. E o primeiro parágrafo da matéria destrinchava o problema:
“Nas feiras livres ou nos supermercados de Campina Grande, o consumidor procura aliar preço e qualidade do produto. Mas muitas destas mercadorias não apresentam informações suficientes para esclarecer sobre sua origem, como as carnes. O curador do Meio Ambiente de Campina Grande, Eulâmpio Duarte, é enfático ao afirmar que na cidade não existe nenhum matadouro completamente legalizado, ou seja, nenhum deles atende a todas as exigências que garantam o abate de animais de forma adequada no dia a dia”.
Qual foi a resposta da gestão municipal ao problema? Esse será o tema da nossa próxima postagem.







0 comentários:
Postar um comentário