Em abril, o governador Ricardo Coutinho assinou o decreto que desapropriou o terreno onde deverá ser construído o Porto Seco de Campina Grande, um projeto que, tornando-se realidade, certamente produzirá um grande impacto econômico na cidade e na região. Pode-se dizer, sem nenhum exagero, que implicaria num verdadeiro divisor de águas para a economia campinense.
Para quem não conhece o tema, o porto seco executa praticamente todas as funções de um porto normal. De acordo com a Abepra (Associação Brasileira das Empresas Operadoras de Regimes Aduaneiros), eles “são recintos alfandegados de uso público, situados em zona secundária, nos quais são executadas operações de movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias e de bagagem, sob controle aduaneiro”.
A entidade também relaciona uma série de vantagens do porto seco sobre o porto marítimo. Eis apenas algumas: “Custos operacionais mais baixos; Dispensam a montagem de estruturas logísticas onerosas; Tornam os produtos mais competitivos no mercado internacional pela redução de custos operacionais; Redução no custo de transporte; Autoridades aduaneiras perto do exportador, agilizando a solução de problemas; Maior segurança e garantia na qualidade do produto que será exportado; Agilidade no desembaraço perante a fiscalização, minimizando o prazo de espera”.
Para o município e a região, a grande importância do porto seco está na geração imediata de empregos diretos e indiretos, na atração de investimentos e no aquecimento geral da economia. Para que se tenha uma ideia, O Porto Seco Centro Oeste, localizado em Anápolis (GO) movimentou em 2007 US$ 520 milhões em mercadorias. No ano passado, esse valor foi de cerca de US$ 2,4 bilhões.
Atualmente, são 63 unidades no País. Além disso, vários estados estão na briga pela instalação de portos secos, que dependem de autorização e controle do Governo Federal. Por isso mesmo, Campina Grande precisa despertar para essa batalha, reunindo sua classe política em busca da conquista desse tão importante equipamento. Infelizmente, passada a assinatura da desapropriação do terreno, pouco se fala no assunto.
Voltaremos ao tema na próxima postagem.






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